[[legacy_image_263723]] O sol brilhou para a 70ª edição do Undokai, festival de cultura japonesa que aconteceu nesta segunda-feira (1º) em Santos. Este ano, o local escolhido para a realização do evento foi o Sesi, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 366, no bairro Chico de Paula. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Undokai é um evento criado para homenagear o 124º imperador do Japão, Hirohito. Ele é comemorado no feriado nacional dedicado ao Esporte e à saúde física e mental, o Taiiku no Hi. A palavra japonesa significa "reunião" ou "encontro de exercícios". A primeira edição da festividade no Brasil foi realizada pelos primeiros imigrantes japoneses a bordo do navio Kasato Maru, em 1908. Durante todo o dia, descendentes e simpatizantes da cultura japonesa se reuniram para gincanas ao ar livre, promovendo a integração entre os participantes, o espírito esportivo, a atividade física e o lazer. Além de atividades para todas as idades - de crianças a idosos - o evento teve comidas típicas, churrasco, doces e bebidas. Na Baixada Santista, o evento é organizado pela Associação Japonesa de Santos (AJS), que informou à Reportagem de A Tribuna que estimava cerca de 3 mil pessoas no festival. O presidente da AJS, Sadao Nakai, reforça que o Undokai é a oportunidade de famílias japonesas se encontrarem. Além disso, ele cita que as gincanas revitalizam a memória dos mais idosos que frequentam o evento. "Aqui você vê idosos, crianças, e é uma maneira de a gente propiciar aos descendentes de toda região se encontrarem no local, para se confraternizarem, se reverem. Junto com a brincadeira, que passa a revitalizar a memória do idoso". A empreendedora Cláudia Ogishina participou do evento vendendo chapéus que ela mesma fabrica junto com sua irmã, Eliana. O clima ajudou a artesã. "Como o evento é ao ar livre, a probabilidade de encher sempre é maior. Eu estive ano passado e esse ano vim pra cá. O fluxo de gente parece maior esse ano". Desde as primeiras edições do Undokai, Luiz Kazuei Hashimoto, de 92 anos, marca presença com sua família. Ele, que é de Registro, é descendente de japoneses. "É bom porque encontra com os amigos todos, né? Faz tempo que a gente não se encontra". Yasuko Aoki, de 93 anos, chegou no Brasil aos 25 anos, em 1955, para casar com seu primo de segundo grau, que é descendente de japoneses. Ela, junto com outras mulheres, fez uma apresentação de Odori, uma dança coletiva típica do Japão. "Desde criança eu danço. Quando cheguei no Brasil, encontrei uma escola e continuei dançando em um grupo para manter a dança na minha vida".