[[legacy_image_273864]] O feriado prolongado de Corpus Christi foi abençoado para moradores e turistas que quiseram aproveitar os dias na praia. O 'veranico', atípico para um mês de junho, não desapontou quem queria relaxar – e quem buscava faturar um troco a mais. Uma volta pelas praias de Santos permitiu ver a satisfação dos dois segmentos. Proprietário de um carrinho de bebidas, Raul Cesar Furtado comemorou os dias de calor e o aumento do consumo. Ele estima em até 60%, em comparação com um sábado comum do mesmo mês. “Esse calor surpreende positivamente. Principalmente depois de uma pandemia, onde nosso negócio ficou muito afetado. São dias que alegram todos, tanto turistas como comerciante”, resume. [[legacy_image_273865]] Segundo ele, o público é mesclado, entre turistas e moradores da Região, que ocupam seus 25 guarda-sóis sob sua responsabilidade. “O que mais sai é caipirinha, tanto de limão como de maracujá”, conta. Outra opção para matar a sede (também a de vendas) move os ambulantes Juarez Manoel da Cunha e Daniel Silva Simplício pelas areias. Donos de carrinhos de mate e suco de abacaxi, os dois praticamente dobraram as vendas nos dias de calor fora de época. “Em um dia legal, dá para tirar uns R\$ 150, R\$ 200. Com o pessoal que vem de São Paulo, sai mais mate do que suco de abacaxi”, conta Cunha. O colega concorda. “O povo, além de trabalhar, se diverte também (com o movimento)”. [[legacy_image_273866]] Vendas no altoPerto dali, um grupo de pipas subia aos céus, como num mostruário. A diferença é a pequena fila de interessados nos produtos vendidos por Marcelo Silva dos Santos, de 25 anos. Formado em marcenaria, ele vem de Guarujá e, ao lado de um primo e do pai, vende as pipas a R\$ 20. No sábado, ele conta ter vendido 150 exemplares. “Dá para fazer um bom troco”, sorri. A animação também chegou ao carrinho de pastéis. Ali, Claudia Regina de Figueiredo e Salomão Paulino atendiam a clientela em dias de bom movimento. “Sábado foi o melhor dia. Em comparação com junho do ano passado, a melhora é de 30%. Acho que, depois a pandemia, as pessoas estão se organizando melhor e voltaram consumir na praia”, explica Claudia. Paulino acredita que a maior parte dos clientes é da Capital. “O pessoal que desce a Serra, consome mais e não se preocupa com o preço”, acrescenta. Aproveitando o feriadoO sol e o forte calor formavam a combinação perfeita para quem buscava apenas relaxar, como o cirurgião dentista Arthur Amparo, de 61 anos. Após trabalhar na quinta e na sexta, aproveitou o final de semana na praia com as filhas, Maria Luiza, de 10 anos, e Camilly, de 11. “Como a gente mora em Santos, a praia faz parte da nossa rotina. Temos o hábito de vir aqui, independente do calor”, revela. Já a dentista Adriana Barreto do Patrocínio, de 49 anos, veio de São Paulo com a mãe e a tia e pretendi curtir até o último instante o feriadão de Corpus Christi. “Chegamos na quinta-feira à noite. Todos dos dias com sol, nem parece que estamos no inverno. A Cidade está cheia, mas não tanto quanto normal. E deu praia todos os dias. Descemos quase todo feriado”, conta. “Em setembro, no próximo feriado (Independência do Brasil), estaremos de volta”, promete. [[legacy_image_273867]]