[[legacy_image_231477]] Começou a temporada de busca por frutas para as festas de Natal. O consumidor precisa pesquisar bastante se quiser economizar e encher o carrinho. Equilibrando-se entre frutas da estação e as típicas natalinas, dá para preencher a mesa. Segundo os consumidores, alguns produtos estão mais caros, como pêssego e uva. Entretanto, dizem feirantes, dá para aproveitar outras opções mais em conta, como laranja, cerejas e mamão. “Não consegui comprar o que pretendia. Troquei algumas frutas, vou levar pêssego e banana, mas as uvas acabei deixando”, conta o aposentado José Laurindo Vaz, de 70 anos. O quilo do pêssego estava, em média, R\$ 14,00 nesta terça (20), na feira da Rua Oswaldo Cruz, no Boqueirão, em Santos. O da uva, R\$ 12,00 ou R\$ 13,00, dependendo do tipo. As cerejas mais em conta estavam a R\$ 10,00 o pacote na barraca de Rogério Silva de Araújo, de 30 anos. Feirante há dez, diz que está tentando não repassar os aumentos. “Choveu muito na Bahia (de onde vem parte das mercadorias), então, tem bastante coisa que aumentou. Mas mostro para os clientes que há opções em conta. O importante é todo mundo ter frutas para o Natal.” Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), frutas, legumes e verduras, acumulam alta de 22,20% nos últimos 12 meses. Há produtos que subiram ainda mais, como a uva, que ficou 47,94% mais cara no período. “Não deixei de comprar, mas estou pesquisando mais ou levando menos uvas. O pêssego, mesma coisa. Mas, no geral, nas últimas semanas, não aumentou muito”, comenta Josiane Aguiar, de 54 anos. A dona de casa levou frutas mais baratas e revezou com as típicas de Natal. Segundo a estudante de Nutrição Marília Donanzam, de 33 anos, o quilo do pêssego saía por R\$ 11,00 há cerca de 15 dias. E as uvas estavam R\$ 2,00 mais baratas que ontem. “Estou levando abacaxi também. Tudo teve um pouco de aumento, na verdade, em relação às últimas semanas. Quase 80% do que eu compro aumentou”, diz ela. Mas, como receberá visitas no fim de ano em seu apartamento, a estudante disse que vai balancear o que está mais caro com o que custa menos e tentar agradar a todos. expli cações De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), frutas com caroço, como o pêssego e a ameixa, mantiveram preços com poucas oscilações no ano, mas com crescimento consistente em relação ao ano passado. No caso do pêssego, a quantidade total comercializada nas centrais de abastecimento (Ceasas) caiu 16%. Não apenas a produção baixou: a redução na renda da população e nas importações em relação a 2020, o câmbio desvalorizado (por alta do dólar, em especial) e o aumento dos custos dos insumos no exterior também influenciam o cenário, analisa a Conab. A cereja, que o Brasil compra principalmente da Argentina e do Chile, ficou com preços elevados com a desvalorização do real e a consequente absorção da inflação internacional. Porém, a banana e o mamão apontaram baixa nos preços em alguns mercados, apesar da alta na média ponderada. “A banana-nanica teve leve aumento da oferta, e a banana-prata registrou oferta controlada e demanda regular. As exportações caíram por causa da menor produção nacional, da concorrência com outros países e do menor consumo em alguns mercados externos”, conclui a Conab.