Consumidores se queixam dos preços, e feirantes alegam: depende do produto, e há itens mais em conta (Vanessa Rodrigues/AT) As feiras livres podem ser consideradas termômetros da chamada economia real, com subidas e quedas de preços. Aos feirantes, o desafio é oferecer a melhor opção possível em frutas, verduras e legumes. E, aos clientes, gastar sola de sapato para o dinheiro render. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna visitou nesta terça-feira (16) uma feira livre na Rua Oswaldo Cruz, no Boqueirão, em Santos. Passeando entre as barracas, a Reportagem ouviu lamúrias de consumidores e justificativas de comerciantes. “O período de frio e chuvas, para nós, não afetou nada. Agora, é época de verduras. Estão 20% mais baratas (que há um mês)”, alega o feirante André Aniceto. Do outro lado do balcão, a dona de casa Manuela Conceição não esconde o susto ao retornar à feira após um período em viagem. “Faz tempo que não vinha. Cheguei e levei um susto: está tudo caro. Aumentou muito o preço do brócolis, por exemplo. Era R\$ 7,00 reais o quilo; agora, paguei R\$ 10,00.” Caminhando Perto dali, destaque para a alta no quilo da batata, apontada pela doméstica Renata de Freitas. Antes, custava R\$ 8,00, e agora, R\$ 10,00. O quilo do tomate caiu — na pandemia, esteve a R\$ 20,00 e, agora, sai por até R\$ 5,00. “Tem que andar bastante para ver se economiza um pouco e leva algumas coisas para casa. Mas os preços estão bem salgados, principalmente quando muda o tempo. O segredo é procurar bem para economizar.” Marinaldo Bento Rodrigues, feirante há 40 anos e em uma barraca de legumes, afirma que “o problema está nos atravessadores até que elas (mercadorias) cheguem aqui. São coisas que, às vezes, o pessoal (consumidor) não entende. São vários pedágios, caminhão que quebra...”. Frutas "O que vende frutas é o sol, é o calor. Neste tempo (frio e encoberto), a procura é mais baixa”. Assim vê o feirante José Martins, outro com 40 anos de profissão. Ele enumera queda no preço do mamão (de até 40%) e aumento no preço da laranja (20%) nas últimas semanas. “As peras também aumentaram. Antes, eram 5 por R\$ 10,00. Agora, são quatro pelo mesmo valor”, explica outra consumidora, sob anonimato. Para a próxima semana, já está marcado um novo "duelo" entre consumidores e feirantes no Boqueirão.