[[legacy_image_266594]] O número 271 da Avenida Nossa Senhora de Fátima, na Zona Noroeste, em Santos, amanheceu neste sábado (13) especialmente abençoada. Ali, oriunda da devoção de portugueses, mas abraçada por toda uma comunidade, a igreja que empresta nome à importante via de ligação da região celebra o dia da santa. Uma programação de missas, quermesse e muita devoção marcaram a data. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O olhar de carinho e agrdecimento à santa que apareceu para três pequenos pastores, Lúcia, Francisco e Jacinta, no dia 13 de maio de 1917 é ponto comum entre os fieis. A igreja, pequena no tamanho, fica enorme com tanto amor. "Essa igreja é oriunda de uma colônia de portugueses que moravam aqui, migraram entre os anos 1920 e 1930,e resolveram construir uma igreja dedicada à Nossa Senhora de Fátima, para se sentirem um pouco mais em casa. Aí começa a a devoção. A comunidade foi crescendo, se torna paróquia, e assim vive o dia a dia do povo de Deus", afirma o pároco da Igreja Santa Margarida Maria e Nossa Senhora de Fátima, padre Cláudio da conceição. Ele lembra que, hoje, é é uma Igreja-santuário, espaço para visitação, orações diárias e missas dominicais. A exceção é neste período de festas, com a realização de uma novena, coroada com quermesse e procissão luminosa."A Zona Noroeste sempre teve muitas dificuldades. Mas o povo busca, na mãe de Jesus, o conforto para enfrentar os as tormentas. Não só o povo daqui, mas, nesse dia em particular, vem gente de toda Cidade, porque é a única igreja dedicada a Nossa Senhora de Fátima em Santos", reforça o religioso. Amor incondicional Entre os devotos, a dedicação à santa se revela de várias formas, todas convergindo para a gratidão por causas atendidas, ou mesmo que ainda esperam por um desfecho. É o caso da dona de casa Isabel Mendonça de Andrade, de 55 anos. Ela cuida da venda de artigos que remetem à Nossa Senhora, como imagens, livretos de oração e medalhas. Reza por emprego para si e para a filha. É, como diria Roberto Carlos, a fé que lhe faz otimista demais. "Quem é devoto, sente a presença, tem o coração aquecido. E estamos precisando tanto... Uma coisa é certa: quando a comunidade se junta, as coisas saem", descreve. Peto dali, no caixa, o técnico em Edificações José Luís Megale, de 52 anos, acompanhado da esposa, Rosangela maria de Sousa, também reverenciam a santa. ". É uma santa que, se a pessoa tiver muita fé e devoção, e pedir uma graça, alcança. Tinha um problema na perna direita, que estava atrofiada. Pedi, por várias vezes e minha perna está boa", narra, enquanto sonha conhecer a cidade de Fátima, em Portugal. "A igreja é um recanto de acalento para todos, onde encontramos muita paz". O aposentado Ataíde Ferreira de Oliveira, de 65 anos, canaliza sua fé para um sonho: o batismo do neto, que mora no Rio de Janeiro. "Fiz vários pedidos, entre eles pelo batizado do meu neto. Acredito que vou conseguir. Não é no meu tempo. Queremos "para ontem", mas sempre peço e vem no tempo dela. E a fé não se explica, se sente", finaliza.