[[legacy_image_271333]] Nesta quarta-feira (31), é celebrado o Dia Mundial do Acolhimento Familiar. O serviço, oferecido pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS), possibilita o cuidado temporário, em casa de famílias acolhedoras, de crianças e adolescentes em situação de abandono ou afastados da família. O objetivo é engajar a população nessa prática e oferecer às crianças todos os cuidados que uma família possa proporcionar, até que elas vão para a adoção ou retornem ao seu lar de origem. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! ‘Transformador’. É assim que a consultora comercial Talita Rodrigues Feijoo, de 46 anos, define sua experiência em fazer parte do programa. Ao ver um anúncio no site da Prefeitura, ela conta que sentiu a necessidade de ajudar, e em dezembro de 2022, a pequena Laís (nome fictício) chegou em sua casa. A bebê tinha apenas nove dias de vida. “No início, parecia que eu estava esperando um neném. Fui atrás de fraldas e roupinhas para recebê-la. Foram apenas três meses junto dela, mas muito intensos. Meu filho, de 7 anos, e meu marido davam mamadeira e trocavam fraldas com muito amor e carinho. Até me emocionava ao ver o cuidado que eles tinham”. Talita relata que toda a sua família se envolveu no processo, inclusive seus vizinhos, alegando que todos eles foram muito importantes como rede de apoio. Para a dona de casa Edileuza Andrade dos Santos Rocha, de 54 anos, o Família Acolhedora é muito ‘gratificante’. Foi através de uma amiga que ela conheceu o programa e por gostar muito de crianças, decidiu realizar sua inscrição. Desde então, diversas crianças passaram por sua casa. Atualmente, ela cuida de Felipe (nome fictício), de 13 anos. Ela conta que tudo é um grande aprendizado. "Você ensina a criança a amar e ser amado e aprende a amar de outra forma. Aqui em casa esse amor começou desde o dia em que ele chegou. E poder ajudar me faz uma pessoa muito melhor, eu sou mais feliz por estar fazendo o bem para outras crianças”, explica. Transformação Para Talita, todos deveriam ter essa oportunidade. “O Família Acolhedora transformou minha família. Esse pequeno gesto ensinou muitos valores para o meu filho e foi um aprendizado para todos aqui de casa. "É muito gratificante”. Já Edileuza identifica essa transformação na vida da criança. “Ela chega com todas as dificuldades que viveu na vida em questões de comportamento, falta de afeto e até mesmo solidão. Então ver a transformação que acontece na vida delas é muito importante, é sobre ter um lar e se sentir amada”. Desejos Ao perguntar o que Edileuza deseja a Felipe, ela responde: "Espero que ele encontre uma família para chamar de ‘sua’ e que ele seja muito feliz, recebendo muito amor e carinho, assim como ele recebe de nós aqui em casa”. Talita, ainda emocionada, conta que espera que com o acolhimento, as mães que deixaram seus filhos por algum motivo consigam se recuperar de seus problemas e enxerguem o quanto eles precisam delas. “Apesar das dificuldades, mãe é mãe. Então torço para que as crianças voltem à sua família de origem, desde que tenham condições”. Critérios para participarMorar em Santos Ter mais de 18 anos Possuir disponibilidade de tempo Dedicação e afeto com crianças e adolescentes Não estar incluído no Sistema Nacional de Adoção Não ter antecedentes criminais Estar em boas condições físicas e psicológicas Todos os membros da família precisam aceitar o acolhimento. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (13) 3251-9333