Família passou mal depois de beber Coca-Cola e foi medicada com antibiótico para tratamento de leptospirose, como forma de prevenção (Arquivo pessoal) Uma família passou mal após beber um refrigerante contaminado com pelos quando assistia à televisão em casa, em Santos, na noite de sábado (25). A vendedora Luciana Cristina Gléria teme que os pelos sejam de ratos e contou que ela, seu filho e a nora beberam uma Coca-Cola de 2 litros e, no dia seguinte, todos se sentiram mal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por os três terem consumido a bebida com pelos, Luciana disse que todos estão com medo de terem sido infectados com leptospirose (doença infecciosa febril aguda que é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais, principalmente de ratos). No mesmo dia, ela foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, onde foi medicada para pressão alta e orientada a retornar caso aparecesse mais algum sintoma. Já seu filho e sua nora foram até a Santa Casa de Santos, onde foram medicados contra leptospirose. Filho e nora foram medicados com antibiótico para leptospirose e família teme que os pelos encontrados no refrigerante sejam de rato (Arquivo pessoal) Como aconteceu No sábado, a família foi até uma padaria e comprou uma garrafa de Coca-Cola de 2 litros. À noite, os três tomaram o refrigerante quando estavam em casa assistindo à televisão. “Enxaguamos (limpamos) a Coca como de costume e tomamos”, relembra a vendedora. No dia seguinte, Luciana tomou um pouco da bebida e a nora, quando foi pegar o refrigerante para bebê-lo, percebeu que havia pelos dentro do líquido. “A gente achou que poderia ser o copo. Por isso, minha nora pegou outro copo, lavou e colocou de novo (o refrigerante), quando percebeu que novamente tinha a mesma coisa (pelos)”, conta Luciana. A vendedora chamou seu filho para olhar a garrafa e eles confirmaram que havia pelos dentro do líquido. O rapaz, então, levou a garrafa até a padaria onde haviam comprado a Coca-Cola, para avisar o proprietário do estabelecimento, e deixou a embalagem lá. A nora de Luciana entrou em desespero. Por isso, a vendedora retornou à padaria, pegou o refrigerante de volta e ligou no 0800 da fabricante, que pediu para entrar em contato em outro número, que só atende de segunda a sexta-feira. Luciana ficou assustada e pediu para todos irem ao médico. Ela foi à UPA e sua pressão estava 17 por 10, por isso teve que ser medicada e orientada a retornar caso tivesse mais alguma complicação. Enquanto isso, seu filho e a nora foram até a Santa Casa de Santos. Lá, eles foram medicados com azitromicina, antibiótico usado no tratamento de várias infecções bacterianas, entre elas a leptospirose. No mesmo domingo que foi ao médico, a vendedora começou a ter diarreia e desconforto. Na madrugada seguinte, sua nora começou a sentir calafrios, dores abdominais, diarreia e vômito. Depois, na segunda-feira (27) de manhã, Luciana levou sua nora à Santa Casa, onde foi medicada, tomou soro e foi orientada a voltar caso piorasse. Até esta quarta-feira (29), a nora de Luciana ainda estava debilitada. A vendedora contou que a Femsa, empresa responsável pela marca Coca-Cola, ligou para ela e pediu os números dos CRMs dos médicos. A fabricante ainda solicitou o nome da medicação que os profissionais da saúde passaram e ofereceu outro refrigerante, além de querer marcar a retirada do produto com pelos. Luciana acrescenta que a Femsa ligou diversas vezes para fazer a retirada do produto. “Eu estava muito nervosa e acabei sendo rude. Disse que estamos com o psicológico péssimo”. Apesar da Coca-Cola estar contaminada, refrigerante ainda se encontrava no prazo de validade (Arquivo pessoal) O que diz a Femsa Por meio de nota, a Femsa Brasil afirmou que todos os produtos de seu portfólio são 100% seguros para consumo e seguem rígidos protocolos de segurança, higiene e qualidade em seus processos produtivos, sendo monitorados por equipes especializadas e equipamentos de alta tecnologia. Segundo a empresa, os produtos passam por severas etapas de checagem, incluindo controle de matérias-primas, lavagem de embalagens, filtragem e inspeções eletrônicas e visuais, entre outros processos para assegurar a ausência de qualquer objeto estranho. Em relação ao caso da consumidora de Santos, a Femsa informou que recebeu o relato no seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) na manhã de segunda-feira (27) e está em contato com a cliente para apurar informações e proceder com a substituição do produto e análise técnica.