[[legacy_image_309395]] A ventania da tarde desta sexta-feira (3) na Baixada Santista causou inúmeros estragos nas cidades da região. As rajadas duraram cerca de 20 minutos, mas para a família do gerente de vendas santista Ricardo Nunes Curatolo, de 47 anos, a dor de cabeça foi até mais tarde, por volta de 23h30. O motivo foi uma cena que se repetiu em várias ruas de Santos: uma das 63 árvores que caíram na Cidade foi sobre o carro da família, estacionado na Rua Almirante Barroso, no Bairro Campo Grande. Ela só foi retirada quase no início da madrugada de sábado (4). DramaQuando o acidente aconteceu, o gerente de vendas estava em São Paulo. A esposa, Fabiana Evangelista de Santana, porém, havia ido rapidamente à casa da mãe, Alice, que mora na Rua Espírito Santo, próximo à Rua Almirante Barroso. Ela estava acompanhada do filho Fellipe, de 11 anos. Ao voltarem, ela constatou o enorme 'problema' sobre o carro da família. [[legacy_image_309396]] O gerente de vendas chegou da Capital às 18h30 e foi ao local. Meia hora antes, a CPFL, responsável pelo fornecimento de energia em Santos, já estava na rua para tentar retirar a árvore, mas não foi possível. "A companhia alegou que não tinha equipamentos adequados nem condições para serrar o tronco da árvore e os galhos, que estavam sobre o carro, e que havia risco de arrebentarem os fios", conta. Longa jornadaUm longo caminho ainda estava por vir. Na sequência, conta Curatolo, foi chamada a Defesa Civil, que também começou a fazer o serviço de retirada dos troncos. O órgão, porém, achou melhor aguardar a chegada do caminhão Munck. O veículo, também conhecido como guindauto, é de grande porte, utilizado para operações como descarga, içamento e transporte de cargas, e seria usado para a retirada da árvore do local. "Quando o guindaste levantou a árvore, eu pude entrar e tirar o carro do local. Já era quase meia-noite", afirma. Foram cerca de oito horas e várias pessoas tentando resolver o primeiro passo de uma nova fase para a família, que foi retirar a árvore para ver o estrago causado. Agora é resolver o conserto do carro. "O prejuízo foi em torno de R\$ 3 mil e não tenho seguro, tenho que arcar com tudo sozinho", lamenta. Apesar do prejuízo financeiro, a família pondera: "Minha esposa imaginou que por pouco poderia estar no carro com o nosso filho, e que poderia ter sido muito pior", finaliza Curatolo.