[[legacy_image_242182]] Uma vendedora de doces, de 49 anos, foi surpreendida na última quarta-feira (25). A mulher relata ter encontrado larvas dentro de uma baguete de calabresa da padaria Monte Carlo, na Rua Oswaldo Cochrane, no Embaré, em Santos. (Veja em vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A vítima conta que ganhou o pão na tarde de terça-feira (24) de uma cliente da padaria, que se solidarizou e ofereceu o pão recheado. “Passei pela padaria e uma mulher perguntou se eu queria alguma e ela me comprou uma. Tirei um pedaço da ‘pontinha’ e comi”. “Trouxe para casa e coloquei na geladeira. Meu filho comeu a metade e não viu nada. Minha outra filha foi comer e falou que tinha um monte de bicho dentro. Fui ver e estava cheio de larvas. Nunca tinha visto uma coisa dessa”, diz. A comerciante e seu filho comeram a baguete sem perceber nada errado, mas, apesar do susto, a vítima disse que não sentiu nenhum sintoma anormal. “Meu filho ficou com um pouquinho de cólica e dores na barriga. Nunca tinha visto isso na vida, foi a primeira vez”. “Sempre vendo doces por lá e nunca aconteceu isso. Senti um nojo, um desespero. O negócio estava vivo e entrou dentro do estômago. Não sei se vai fazer mal. Não fui ao médico e nem senti nada até agora. Todos nós comemos, mas não percebemos nada, apenas quando estava no meio e minha filha viu mexendo”, relembra. A Padaria Monte Carlo informou, em nota, que sente muito pelo ocorrido. O estabelecimento reforçou que, em momento algum, foi procurado pelo consumidor. Também afirmou que a padaria possui controle de qualidade efetivo e contínuo dos produtos. "Temos assessoria de uma equipe técnica em nutrição e qualidade". "Nossos produtos não ficam mais de um dia expostos na vitrine. Queremos ressaltar que temos os controle de pragas e vetores em dia, assim como, as barreiras físicas para insetos", afirma em nota. Contudo, a padaria disse que se coloca à disposição para análises microbiológicas do produto citado. "Até para entendermos se houve alguma falha em nossa cadeia de produção e também, às ordens do referido consumidor". Nas redes sociais, a padaria reforçou que a consumidora ganhou a baguete de terceiros, fora do estabelecimento comercial, e consumiu o produto no dia seguinte à doação. O estabelecimento também explicou que, pela etiqueta de embalagem do produto - que pode ser vista no vídeo -, é possível identificar que o alimento sob suspeita foi fabricado e embalado no dia 22, com vencimento expresso para dia 24. Sendo assim, a baguete foi consumida pela denunciante fora da data da validade. Por isso, a padaria afirma que não pode garantir se a pessoa que doou, ou a que ganhou o produto, observou a data de validade ou manteve a baguete devidamente guardada até o consumo final.