[[legacy_image_354538]] Cerca de 4 mil pessoas trocaram o descanso no feriado do Dia do Trabalhador por muito movimento com danças, corridas, gincanas e apresentações esportivas. A 71ª edição do Undokai, realizada nesta quarta-feira (1º) do Sesi da Zona Noroeste, em Santos, mostrou que a tradição oriental de dedicar um dia à integração entre as famílias e promoção à saúde, foi cumprida com êxito. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Nem mesmo o forte calor foi páreo para tanta energia boa. Ao redor do gramado, dezenas de famílias se uniam para interagir, como em um grande festival. O respeito era regra básica. Lixo no chão? Nada disso. Recolhê-lo era (mais uma) mostra da disciplina oriental. “Aprendemos isso desde cedo” era a resposta mais comum. Dos alto-falantes vinha o recado: “Pedimos organização, por favor. Coloquem as cadeiras no lugar de onde tiraram”. E assim foi ao longo do dia, com a realização das atividades. Comidas típicas e opções “à brasileira”, como espetinhos, conviviam bem. Também havia espaço para empreendedores, que vendiam artigos dos mais variados. Mas havia, também, quem buscava apenas descontração. “A gente vem todo ano. Em 2023, eu não pude, justamente por estar no Japão treinando caratê . O Undokai é feito para celebrar a família, a amizade, chance de promover a integração. Um dia para a gente ser feliz”, resume o arquiteto Daniel Yamaoka, de 43 anos. Seu grupo tinha mais 14 pessoas, de várias gerações. “A gente aproveita muito. A cultura familiar é valorizada, e o evento prega essa integração, além da prática de muitas atividades esportivas”, relata o patriarca da turma, Daniel Massagiro Yamaoka, de 71 anos. HistóriasPassear pelas barracas é como receber aulas de histórias e costumes japoneses com boa dose de simpatia. Em uma delas, cerca de 30 moradores da Casa de Repouso Santos Kosei Home prestigiaram o evento. “Tenho vários Undokai no currículo (risos). O evento é importante para vermos as pessoas, confraternizar com os amigos e parentes”, conta Isao Sakamura, de 85 anos. Com a animação de um menino, ele conta que não competiu no Undoaki, mas não esquece de se cuidar com as aulas de ginástica localizada no Rebouças. “Me cuido para mim”, resume. Perto dele, Masa Uchima Moracami, também de 85 anos, admite ser mais brasileira que japonesa, por ter nascido aqui. Mas não abre mão de comparecer ao Undokai. “Participava desde quando vivia em Juquiá”, recorda. A cada prova, os dois acompanhavam e apoiavam os competidores de todas as idades. ProvasO Undokai estimula movimento, mas não esquece de premiar o esforço, seja com frutas, pacotes de macarrões instantâneos, baralhos ou cubos mágicos. “Estou acostumado com essa prova. Coloca um saco na cabeça e vai correndo”, descreve o estudante Yudi Tsukazan Nogueira, 14 anos, vencedor da “corrida de cegos”. A tradição foi preservada.