[[legacy_image_2999]] Santos se tornou a terceira cidade do Brasil, após Campo Grande (MS) e São Paulo, a contar com o serviço de Odontologia Hospitalar, exigido por lei, no Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço será exclusivo para pacientes internados. Apesar de a Lei Municipal 3.444 ter sido sancionada em 5 de setembro do ano passado, o Complexo Hospitalar dos Estivadores iniciou, nesta terça-feira (3), o trabalho nos 17 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Pela lei, hospitais públicos e particulares da cidade terão de oferecer esse cuidado, sob pena de multa de R\$ 1 mil a partir da segunda ocorrência e o dobro nas demais. Autor da norma santista, o vereador e dentista Braz Antunes (PSD) afirma que, 48 horas após a internação, o paciente já tem na boca todas as bactérias oriundas do ambiente – o que não faria mal, caso a pessoa estivesse saudável. “A boca é porta de entrada de tudo no organismo”, adverte. “Outro perigo é que tudo o que aspiramos pela boca passa pelo pulmão. E num paciente idoso, com capacidade pulmonar diminuída, um exército de bactérias pode causar doenças que levam à morte”, acrescenta. O secretário municipal de Saúde, Fábio Ferraz, explica que o serviço é prestado por duas profissionais de uma empresa contratada pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que gerencia o Estivadores. Elas percorrerão o hospital para avaliar, sobretudo, pacientes internados há mais tempo. Equipes de enfermagem serão treinadas para os cuidados do dia a dia. A ideia é, aos poucos, atender todos os pacientes da rede municipal. Nos hospitais da Zona Noroeste e no de Pequeno Porte, ao lado da Santa Casa, a novidade não chegou. Segundo o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), é possível que haja contratações específicas por concurso, mas que o início pelo Estivadores “faz parte do projeto que a Prefeitura tem para qualificar cada vez mais o Complexo dos Estivadores e torná-lo referência nacional em saúde”.