[[legacy_image_266307]] O prefeito Rogério Santos (PSDB) fez, no final da manhã de ontem, o primeiro teste de acionamento e fluidez do motor das três bombas que ajudarão no combate a enchentes na Zona Noroeste, em Santos. Os equipamentos integram um sistema com estação elevatória, canal e comporta. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A instalação está no final da Avenida Haroldo de Camargo, no Castelo, em Santos, e atenderá também ao Bairro Areia Branca. “Ela já pode ser usada em caso de emergência, mas teremos uma inauguração a ser agendada com o Governo Federal, parceiro no projeto”, afirma o prefeito. O investimento é de R\$ 38 milhões. As bombas são importadas da Alemanha e poderão ser acionadas a distância. “A capacidade de escoamento é de 6 mil litros por segundo. Com as três bombas acionadas, a vazão total se dá em um prazo de dez a 15 minutos. No caso de duas, são necessários 20 minutos. Sendo uma bomba apenas, em 40 minutos”, detalha o prefeito. [[legacy_image_266308]] A intenção é que sejam construídas mais dez estações elevatórias ao longo do Dique da Vila Gilda e nos bairros Saboó e Alemoa. Todos esses locais sofrem com as enchentes há décadas. “Temos os canais da Zona Noroeste que desembocam no da Avenida Haroldo de Camargo. Desse canal, (a água) vem para o reservatório, com capacidade total de drenagem equivalente a um volume d’água de três piscinas olímpicas. Quando você tem chuva forte com maré alta, fecha a comporta e, ao mesmo tempo, faz-se o bombeamento para o Rio dos Bugres. O sistema todo, funcionando em sua plenitude, garante a vazão completa e imediata”, explica Rogério Santos. O secretário adjunto de Infraestrutura, Felipe Tá-vora, acrescentou que o sistema de automação permitirá que a estação atue de forma totalmente autônoma. “Ela tem sensores de nível nesse reservatório e, dependendo da situação, a estação entrará em funcionamento, tanto as bombas quanto as comportas”, detalha. [[legacy_image_266309]] Habitações e obrasLogo atrás da estação elevatória, há famílias que moram em palafitas. Elas serão transferidas para o Conjunto Habitacional Tancredo Neves 3, na Cidade Náutica, em São Vicente, e não pagarão pelos imóveis. As 1.120 unidades, que já estão prontas, foram construída com verbas do Governo Federal, por meio do programa Minha Casa Minha Vida, e do Governo do Estado, pelo Casa Paulista. A inauguração ainda será marcada. “Além dessas obras de drenagem e pavimentação de todo o dique, outras obras serão feitas, como uma nova policlínica, para aquelas pessoas que não moram em palafitas, mas sim, nas casas de alvenaria e que vão permanecer. É todo um projeto de infraestrutura planejado há muitos anos e que se torna realidade”, comenta o prefeito.