Fenômeno é consequência de ressacas marítimas (Reprodução) Uma espuma amarelada tomou conta do Canal 3, na Avenida Washington Luiz, em Santos, na manhã desta terça-feira (13). O fenômeno ocorreu pela última vez no começo de julho e, agora, voltou a chamar a atenção dos munícipes. Segundo o biólogo Eric Comin, a causa pode ser tanto natural quanto por ação humana. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O especialista afirma que há a possibilidade de isso ocorrer quando o mar está com ressaca, como nesta terça, e as ondas agitadas batem nas rochas da costa. "As ondas fazem a separação da gordura natural proveniente de animais marinhos, organismos e vegetais encrustados nos rochedos por meio de flotação e origina a espuma". "Por outro lado, o esgoto é o principal agente potencializador dessas espumas. A matéria orgânica, a diminuição do oxigênio dissolvido no mar e a presença de esgoto e lixo, tudo isso provoca uma mortalidade de organismos aeróbicos e causa uma coloração amarelada ou marrom", acrescenta o biólogo. Comin ressalta que o odor da espuma deve ser analisado. "Se há um cheiro forte, aí cresce o risco de saúde pública e os banhistas devem evitar entrar no mar quando isso acontece. Não é recomendável", finaliza. Em nota, a Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, informou que a espuma trata-se de floração de algas e não há risco para a população. A Administração Municipal esclareceu, ainda, que é um fenômeno natural que acontece rotineiramente ao longo do litoral brasileiro, dissipando-se durante o dia. "A dinâmica dessas ocorrências está associada a eventos climáticos, como chuvas, ventos e ressacas", arremata a nota. Prefeitura disse que a espuma está associada a eventos climáticos (Walkiria Cardoso)