[[legacy_image_18599]] Uma das dúvidas levantadas por quem contesta o projeto que libera cães nas praias em Santos diz respeito a possíveis doenças que tanto os pets como os seus tutores podem transmitir ou contrair. Por isso, A Tribuna ouviu alguns especialistas. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo a dermatologista Maria Fernanda Spada, o risco que a praia frequentada por cachorros pode oferecer aos humanos é a transmissão da larva migrans, mais conhecida como bicho geográfico. “Ela se dá por meio do contato das pessoas com as fezes contaminadas na areia”. A larva pode penetrar em qualquer parte do corpo, causando coceira e lesões avermelhadas que lembram desenhos de mapas. Daí o nome. “Esse tipo de contágio também é muito comum em parquinhos com areia”, completou. A também dermatologista Sandra Lopes Mattos e Dinato alerta que o bicho geográfico é confundido inicialmente com picada de insetos. “Mas em poucas horas ou dias, se percebe o trajeto que a larva faz”, disse a médica, complementando que essa não é uma doença contagiosa de pessoa para pessoa. Sandra também opinou sobre o projeto de lei complementar. “Não sou contra a circulação de cães na orla, porém, com coleira e com o responsável pelo animal com um coletor de fezes. E até um paninho descartável com detergente para limpar o local imediatamente à defecação”. Cidadania A questão das fezes dos cães também foi abordada por Luiz Roberto Biondi, coordenador do Hospital de Medicina Veterinária da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes). “Até por uma questão de cidadania, é importante que o tutor tenha o cuidado de evitar que o cão defeque diretamente na areia ou então que as recolha imediatamente”. Biondi lembra que a Seção de Vigilância Sanitária de Santos já faz um trabalho de coleta de areia, em busca de ovos de parasitas presentes nas fezes de animais. De qualquer forma, ele reforça que o tutor deve cumprir algumas obrigações. “O ideal é que se faça um acompanhamento veterinário. Que o cão possa fazer exames de fezes ou seja vermifugado regularmente”.