[[legacy_image_16169]] Fotos de ‘esculturas’ de pedras empilhadas na beira do mar na Ponta da Praia, em Santos, têm circulado pelas redes sociais no último mês. Intrigados, diversos pedestres ficaram curiosos com a aparição das pedras, e passaram a buscar o autor destas obras: Felipe Oliveira Nascimento. Morador de São Vicente, o técnico de enfermagem, de 21 anos, conta que começou a empilhar as pedras como um hobby - quase uma terapia. “Há muito tempo eu já fazia essas esculturas no Emissário e em cachoeiras, sem pretensão alguma. Eu saio do trabalho à tarde, e sento na mureta. Fiquei olhando as pedras e decidir empilhar para ver se ainda tinha prática”. Ele conta que também é cuidador de idosos, e costuma atender um paciente na Ponta da Praia em Santos. Na saída, aproveita para esculpir com as pedras. [[legacy_image_16170]] Na redes sociais, as imagens que circulam já têm mais de mil interações e centenas de comentários - bons e ruins. “Cada dia fui me aperfeiçoando mais, já faz um mês que eu tenho feito essas daí, e o pessoal está gostando. Tem críticas, mas tem muito mais elogios do que críticas”. Intrigado, o aposentado Gilberto Tiriba, de 57 anos, conta que já tinha reparado nas obras há cerca de um mês. “Cada dia tem um escultura diferente. Essa semana conheci o Felipe e vi que todas as obras são de autoria dele”, conta Morador do Embaré, o aposentado decidiu publicar algumas fotos nas redes sociais “Pedi autorização para publicar e fiquei contente por uma boa parte estar apoiando”. [[legacy_image_16171]] A Prefeitura de Santos informou que apoia manifestações artísticas na cidade de qualquer natureza. Porém, por questões de segurança, não recomenda atividades sobre as pedras, até mesmo a prática de caminhadas, pesca amadora e banho de sol. Origem A prática de empilhar pedras, apesar de simples, possui significados no mundo todo. Chamada de ‘apachita’ pelos povos andinos, a pilha de pedras pode ser oferecida a divindades como uma forma de meditação. “Para mim, significa o equilíbrio. É algo que é feito nos Andes, no Tibet, Índia e Japão”, diz Felipe, autor das ‘esculturas’. “Eu só faço por fazer, respiro, tento achar o equilíbrio perfeito das pedras ali. Quando vem a maré ou o vento para derrubar não fico triste, penso que amanhã posso fazer de novo”, finaliza.