[[legacy_image_204769]] O desfile das escolas de samba de Santos deverá ter um retorno triunfal e histórico, após dois anos sem apresentações por causa da pandemia de covid-19. A perspectiva de dirigentes de agremiações consultados por A Tribuna é que 2023 será o “Carnaval dos carnavais”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os tamborins começam a esquentar a partir desta segunda-feira (5), quando a Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess) fará o sorteio da ordem do desfile, que ocorrerá nos dias 10 e 11 de fevereiro. A atividade será realizada a partir das 19h, no Nosso Bar History (Rua Gonçalves Dias, 16, Valongo). Segundo o presidente da Licess, Fábio Przygoda, os preparativos para o evento já estão a todo vapor. “Após a paralisação das atividades por conta da pandemia, estamos na expectativa de termos um dos maiores carnavais da história da Cidade. As escolas estão se fortalecendo e se reorganizando para isso”, ressaltou. O dirigente destacou que este será o primeiro Carnaval da atual gestão da Liga e que, mesmo diante dos desafios impostos atualmente, foi possível manter as escolas em atividade dentro do possível. Przygoda citou, ainda, que as agremiações vêm desempenhando um papel importante em suas comunidades desde o início da pandemia do coronavírus e, gradualmente, estão retomando as agendas de atividades. Na avaliação dele, isso ajudará a movimentar a economia local, ao gerar mais empregos e oportunidades ao comércio. “Além disso, as escolas abrilhantaram os eventos organizados pela Liga, como as lives, a carreata solidária e o recente show com as campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro”. Conforme o presidente da Unidos dos Morros – campeã do último Carnaval santista, realizado em 2020 –, Fábio Fernandes Carvalho, o Chitinha, há uma grande ansiedade para o desfile de 2023. “Acreditamos que será um dos melhores carnavais da nossa história. Muita gente não vê a hora para ir novamente à avenida”. O presidente da Independência, Severino Batista de Oliveira, o Tatai, resumiu da seguinte forma a ausência das apresentações nos últimos dois anos. “É como se passasse esse período sem poder celebrar o Natal. Nós, sambistas, já estamos pensando e nos preparando para esse retorno. Será o Carnaval dos carnavais”. Para Wellington Delgado, da Bandeirantes do Saboó, a saudade dos foliões em celebrar o Carnaval e o desejo dos componentes das escolas em querer fazer bonito nesse retorno tornarão o desfile de 2023 especial e histórico. “Muitas estão vindo forte e indo buscar componentes em São Paulo e no Rio. Teremos um espetáculo bonito, diferente e com um nível superior ao apresentado nos últimos anos”. Luta pelo títuloAs apresentações das 16 escolas na Passarela do Samba Dráuzio da Cruz estão programadas para 10 e 11 de fevereiro, ou seja, uma semana antes dos tradicionais desfiles de São Paulo e do Rio de Janeiro. A expectativa é que mais de 20 mil foliões acompanhem esse evento na Zona Noroeste. Na primeira noite, entrarão na avenida quatro escolas do Grupo de Acesso e, na sequência, quatro da Especial. Na segunda, irão se apresentar três da divisão inferior e cinco da principal. No próximo ano, a elite do Carnaval santista será formada pelas seguintes agremiações: Brasil, Independência, Mãos Entrelaçadas, Mocidade Amazonense, Real Mocidade, Sangue Jovem, União Imperial, Unidos dos Morros e X-9. Já o Grupo de Acesso tem sete escolas: Bandeirantes do Saboó, Dragões do Castelo, Imperatriz Alvinegra, Império da Vila, Padre Paulo, Unidos da Zona Noroeste e Vila Mathias. O número de agremiações que serão rebaixadas e promovidas para 2024 ainda não está definido. Esses e outros detalhes do regulamento santista serão debatidos nas próximas semanas. Cachê a definirA Secretaria Municipal de Cultura (Secult) informou que ainda não foi definido o cachê para as escolas de samba que irão participar do desfile no próximo ano, mas o assunto já está sendo debatido com a Liga Independente e Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess). O presidente da entidade, Fábio Przygoda, afirmou que há um diálogo muito aberto com a Administração Municipal, que, segundo ele, reconhece a importância do espetáculo do ponto de vista cultural e econômico. “Acreditamos que chegaremos a um valor de consenso em breve”, afirmou. A Prefeitura explicou que, assim como nos anos anteriores, o repasse de recursos às agremiações será feito em parcelas, com início no final deste ano. Para o desfile de 2022, que não ocorreu para evitar a proliferação de casos de covid-19 e de gripe, a Secult pretendia destinar R\$ 120 mil para as integrantes do Grupo Especial e R\$ 60 mil àquelas da divisão de Acesso.