[[legacy_image_298473]] Uma escola municipal precisou ser esvaziada às pressas após um vazamento de gás natural, na tarde desta quarta-feira (20), na Rua Doutor Cochrane, no bairro Paquetá, próximo ao Mercado Municipal de Santos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ocorreu uma perfuração na tubulação da rua, que teria sido feita por uma máquina escavadeira que atuava nas obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que estão sendo realizadas no local. Não houve vítimas. Veja o vídeo mais abaixo. [[legacy_image_298474]] Por conta do forte cheiro, alunos de quatro meses a três anos da Unidade Municipal de Educação (UME) Irmã Maria Dolores precisaram sair do local.Uma professora da unidade, que não quis ser identificada, contou que no momento do ocorrido todos ficaram sem saber o que fazer. “Foi uma situação aterrorizante. Esse é um prédio vertical, temos só uma porta de entrada e saída, então é o único acesso que temos à rua. Se acontecesse alguma coisa, não tínhamos para onde correr. Não temos brigada de incêndio, então a gente correu com as crianças e bebês. Essa obra vai até janeiro e a gente tá nesse caos já há um tempo”, conta. A Secretária Municipal de Educação informou que “os 58 alunos que estavam na UME Irmã Maria Dolores foram levados para a UME Maria Helena Roxo, que fica nas proximidades, foram acolhidos na unidade e participaram normalmente de atividades educativas”. Outra funcionária da UME Irmã Maria Dolores, que também não quis ser identificada, conta que quando o cheiro começou, os funcionários começaram a correr com as crianças e a princípio se abrigaram em um galpão de cebola que fica na esquina da Rua Bittencourt com a Dr Cochrane. “Eu estava no terceiro andar da escola, quando começamos a pegar as crianças com a roupa do corpo mesmo, e levamos elas pra fora. Algumas tinham acabado de tomar banho, jantar, e acabaram perdendo sapatos e itens pessoais no caminho. Ficamos desesperados”, conta. [[legacy_image_298475]] Funcionários de comércios próximo ao local relataram que o cheiro no local estava muito forte. “A gente tava trabalhando, quando de repente ouvimos um barulho e todo mundo começou a fechar as portas. Depois disso, o cheiro ficou insuportável. Tem uma moça que trabalha aqui e tem problema respiratório, que não estava nem conseguindo respirar”, relatou Victor Oliveira, ajudante geral de um mini-mercado que fica na esquina de onde tudo ocorreu. A Prefeitura de Santos disse, em nota, que o caso aconteceu na altura das ruas Doutor Cochrane e Sete de Setembro, durante a obras do VLT, de responsabilidade do EMTU. O Município ainda informou que, de acordo com Defesa Civil que compareceu ao local e prestou apoio ao trabalho das agências envolvidas, uma máquina escavadeira teria perfurado a rede de gás encanado (da Comgás), mas que o vazamento foi contido e os reparos na rede serão iniciados. A Comgás informou em nota que a equipe chegou ao local às 15h35 e eliminou o vazamento. A Reportagem ainda solicitou um posicionamento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), que respondeu que a equipe da construtora responsável pelas obras do VLT percebeu o vazamento de gás no canteiro e imediatamente a Comgás foi acionada e conteve o vazamento. O órgão ainda disse que, tanto ele quanto a construtora, estão à disposição para esclarecimentos adicionais sobre o ocorrido.