[[legacy_image_315010]] A Unidade Municipal de Educação (UME) João Papa Sobrinho, no Bairro Gonzaga, em Santos, entrou, nesta segunda (27), na terceira semana sem aulas físicas desde que um surto de virose foi registrado na escola. A Secretaria Municipal de Educação espera os resultados da qualidade da água para retomar as aulas presenciais, mas, enquanto isso não ocorre, pais de estudantes reclamam de como as aulas virtuais têm sido conduzidas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O último dia de aula física foi em 10 de novembro, uma sexta-feira, após várias pessoas confirmarem o surto. Ao todo, 83 pessoas, entre elas 71 alunos e 12 funcionários, apresentaram um quadro de vômito e diarreia. Com o alto número de casos, a direção da escola comunicou a situação ao Programa Saúde na Escola e à Supervisão de Ensino, e chegou-se à conclusão de que seria melhor suspender as aulas físicas para evitar o avanço da doença e tentar identificar o que estaria provocando a virose. Segundo uma mãe que não quis se identificar, o filho dela foi um dos primeiros a apresentar os casos de vômito e diarreia. “Na sexta-feira, antes de todos apresentarem os sintomas, meu filho passou muito mal, mas hoje ele está bem”, garante. Sem aulasA terceira semana sem aulas começou, e a escola, com 356 alunos do 1º ao 5º ano que estudam no sistema integral, continua sem receber os estudantes. De acordo com a secretária de Educação de Santos, Cristina Barletta, a expectativa é que as aulas físicas sejam retomadas ainda esta semana, mas para que isso ocorra é necessária autorização da Secretaria de Saúde (SMS) e da Vigilância Sanitária. “Com os alimentos está tudo bem. Nada foi encontrado. Agora, o Instituto Adolfo Lutz fez três análises da água distribuída na escola. A primeira delas não identificou nenhum problema. Estamos aguardando a segunda contraprova. Depois que os resultados chegarem, na quarta-feira (29), sendo favoráveis, a SMS e a Vigilância Sanitária devem autorizar o retorno dos alunos. Dando certo, as aulas físicas voltam dia 30”, explica Cristina. Aulas on-line questionadasDesde que foram suspensas as aulas físicas, a UME João Papa Sobrinho adotou o sistema de aulas virtuais, semelhante ao que houve na pandemia da covid-19. As turmas estão recebendo as disciplinas via WhatsApp, mas para aqueles que não tem acesso à internet, os pais estão buscando as tarefas pessoalmente na escola. Segundo a secretária de Educação, “dessa forma, o ano letivo, que encerra em 15 de dezembro, não foi afetado pela suspensão das aulas físicas”. Porém, a mãe de uma aluna, que não quis se identificar, reclamou da forma como estão sendo aplicadas essas aulas. “Tinham que estar fazendo igual na pandemia. Com aulas on-line com o professor, não apenas enviando um arquivo que nem sempre conseguimos ‘baixar’”. Segundo ela, além da falta de assistência, os pais estão ficando com a responsabilidade de ensinar os filhos. “A maioria dos pais trabalham. Não consigo ficar em casa para ensinar meu filho. Outros pais também passam por isso. É o professor que deveria fazer isso”, reclama. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, os professores montaram um grupo online para tirar dúvidas dos estudantes para garantir o aprendizado e prepará-los para as provas do segundo semestre. Mas para a mãe, o serviço deveria ser feito de outra forma. “O plantão ocorre das 8h às 11h. Tem muito pai que não pode estar presente nesse horário. Eles poderiam, pelo menos, fazer uma chamada de vídeo entre os alunos e a professora, não do jeito que estão fazendo”. Outra medida que será adotada quando as aulas físicas voltarem será a aplicação de um “provão” para avaliar o rendimento acadêmico. Além da preocupação com as provas do segundo semestre, no dia 5 de dezembro, alunos do 2º e do 5º ano vão participar do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp).