[[legacy_image_53558]] A Câmara de Santos aprovou, na tarde desta terça-feira (8), em primeira discussão, o projeto de Lei De Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2022 e o Plano Plurianual (PPA) 2022-2025. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A LDO fixa as metas e as prioridades da Administração Municipal para o próximo exercício. Já o PPA é um programa com metas e indicadores para o período de quatro anos. Ao contrário do que ocorreu nos anos anteriores, a sessão para analisar esse tipo de matéria se prolongou – durou pouco mais de uma hora – e ficou marcada por alguns debates. Essa situação foi causada por causa das emendas à LDO e ao PPA apresentadas pelo vereador Fábio Duarte (Pode) para indicar a implantação de, pelo menos, uma escola cívico-militar no Município. Essas sugestões foram acatadas pela Casa, mas receberam o voto contrário dos três vereadores de oposição – Débora Camilo (PSOL), Chico Nogueira e Telma de Souza (ambos do PT). Débora explicou que o seu partido é contrário a esse modelo de colégio por conta de problemas registrados em algumas localidades. Ela lamentou que o debate sobre a questão na Casa não avançou na Comissão Especial de Vereadores (CEV) criada com essa finalidade. Duarte justificou que os trabalhos desse grupo não avançaram por causa da pandemia e a rebateu ao dizer que a narrativa utilizada pela esquerda para desqualificar a escola cívico-militar é “mentirosa”. “Isso será um ganho para a Cidade e mais uma opção para a educação dos filhos dos santistas”, afirmou. Pedagoga de formação, Telma entende que é preciso ter formação militar no País, mas fez uma ponderação. “Cada questão deve ser feita em seu espaço correto. Não é para o militarismo entrar no espaço pedagógico das escolas”, justificou. Na avaliação de Sérgio Santana (PL), essa nova oportunidade de ensino não vai fugir do currículo escolar. “O que vai mudar é algo que está faltando muito nesses locais: a disciplina”, justificou. Segundo a LDO, a Prefeitura terá um orçamento de R\$ 3,284 bilhões. A Secretaria de Saúde receberá a maior fatia do bolo (R\$ 729,907 milhões), seguida por Educação (R\$ 683,433 milhões), Finanças (R\$ 283,709 milhões) e Serviços Públicos (R\$ 277,442 milhões). Das 200 emendas enviadas à LDO, apenas uma foi rejeitada pela Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) e pela Casa: a de número 188, de Telma, garantia aumento real nos salários dos servidores municipais. Tema foi centro das discussões do Legislativo santista durante votação do Orçamento