[[legacy_image_269376]] Há cerca de dois meses, vizinhos da antiga Escola Estadual Professor Cleóbulo Amazonas Duarte, na esquina da Rua Guedes Coelho com a Avenida Washington Luís (Canal 3), na Encruzilhada, em Santos, estão vendo o imóvel ser “esvaziado” por criminosos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Moradores próximos contam que os problemas começaram quando a Prefeitura assumiu o prédio, em janeiro. O Município diz que o edifício será reformado para receber a Unidade Municipal de Educação (UME) Dino Bueno. Mas, como os trabalhos ainda não começaram, relatam-se furtos quase todo dia. “Eu vi levarem uma banda do portão, botijões de gás industriais, armários de alumínio, prateleira, canos, ventilador, esquadrias, tudo”, diz a professora aposentada Valéria Cristina Garcia, que mora em um prédio de frente para a escola. Ainda segundo a professora, a escola estava abandonada há anos, mas ladrões passaram a invadir o local porque, depois que o Estado parou de responder pelo edifício, deixou de haver um zelador nele. “A Prefeitura fala que está fazendo licitação para reformar o local, mas agora vai ter que fazer outra. Porque não é mais uma reforma: eles vão ter que reconstruir (o prédio) porque não tem fiação, não tem tubulação”, afirma. Com cada vez menos coisas para levar da antiga escola, vizinhos começaram a notar furtos de itens dos prédios onde moram — principalmente, nos que não têm portaria 24 horas. O aposentado Lindenberg Cavalcante Dias conta que levaram, até, a lata de lixo que ficava diante de seu prédio. “Só foi o tempo de esperar o elevador e descer, e cadê a lixeira? Até isso.” Síndico de um prédio no Canal 3, também perto do colégio, Alejandro Rocha diz tomar medidas para não ter itens furtados do condomínio, sem portaria. “Antes, tinha uma botoeira para sair e entrar. Eu eliminei essa botoeira e coloquei outro interfone por dentro. Então, a pessoa, quando entra, tem que acionar o apartamento em que ela vai e, quando sai, também. O portão para carros é basculante. Para reforçar, coloquei travas, para não ter como arrombar o portão”, explica. Mas o que mais revolta Rocha é ver a escola em que estudou nas condições de agora. “Eles (Prefeitura) colocaram isso aí (tapumes), mas, quando os caras se invocarem, vão arrombar, entrar e continuar levando o pouco que deve ter ainda.” ReformaEm nota, a Prefeitura informou que o local foi cedido pelo Governo do Estado ao Município para abrigar a nova sede da UME Dino Bueno. Mas, primeiro, adaptará o edifício às exigências contidas em leis sobre acessibilidade, sistema de combate a incêndios, para-raios, sistemas de informatização e climatização. Declarou, ainda, que espaços para atividades, como salas de aula, de artes, auditório, biblioteca, quadra de esportes e playground, ganharão dimensões e estrutura novas. O Executivo informou que o início das obras depende de “licitação para definir a empresa que fará os serviços”, o que “está em trâmite. A estimativa é de que a obra comece no segundo semestre deste ano”. SegurançaQuanto à insegurança relatada pelos moradores, a Prefeitura disse que o combate e a investigação de furtos e outros delitos cabem às autoridades de segurança, mas que há apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Centro de Controle Operacional (CCO) do Município. Entre as obras previstas na escola, está a instalação de câmeras de monitoramento do CCO. O Município também citou que, no começo deste mês, dois homens foram presos no edifício, e a CGM reforçou o patrulhamento em torno do imóvel. E recomendou a vizinhos que, se notarem atitudes suspeitas, procurem a Polícia Militar (pelo telefone 190) ou a GCM (153).