[[legacy_image_146154]] Quem acordou cedo na quarta (26) e quinta-feira (27) pôde notar um amanhecer diferente. No céu, tons avermelhados e alaranjados se destacaram. O fenômeno é raro e, segundo o especialista em climatologia e hidrologia, Rodolfo Bonafim, é uma consequência da forte erupção do vulcão em Tonga, uma ilha no Pacífico Sul, que fez suas partículas viajarem o mundo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Bonafim explica que a situação é causada pela dispersão dos raios do sol ao passar pela "pluma de cinza vulcânica, de dióxido de enxofre, expelido pelo vulcão". Com isso, o céu ficou mais alaranjado do que de costume. "Isso só prova que o mundo é pequeno e que o vulcão é muito forte, que as correntes de ar, principalmente a 20 ou 30 mil metros de altura, carregam tudo que tem de material particulado e esse material pode dar a volta ao mundo", informou o especialista da ONG Amigos da Água. Ele afirma, ainda, que o amanhecer alaranjado deve voltar daqui a 10 dias, mas que a situação não causa efeito prejudicial para as pessoas da região, pois as cinzas viajam entre 20 e 30 mil metros de altura, restando apenas a beleza visual para os moradores da cidade. "Realmente, vulcões mais potentes têm o poder (de fazer com que) das suas cinzas, detritos, material particular, viajem quase o mundo. Uns até têm o poder de mudar a temperatura média do mundo inteiro por um ou dois anos". [[legacy_image_146155]]