Prefeitura alega que adiamento foi necessário para alteração na quantidade de elementos e itens de qualidade dos serviços. E, sobretudo, devido à chuva desde início do restauro (Vanessa Rodrigues/AT) Junho, mês do centenário da inauguração do Teatro Coliseu, chegou. Mas o ato mais esperado dos últimos tempos não acontecerá antes do dia 21, quando se completarão os 100 anos de fundação: a entrega da primeira fase das obras de restauro do edifício, no Centro. Os trabalhos tiveram conclusão prorrogada por 90 dias. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Prefeitura alega que o adiamento foi demandado por dois motivos. Um deles, um aditamento de escopo, pois foi identificada a necessidade de alterar elementos referentes à quantidade de itens e à qualidade dos serviços. E, principalmente, a alta frequência de dias chuvosos após o início dos trabalhos, em abril do ano passado. “Desde que iniciamos a obra, foram 163 dias de chuva. Então, tivemos praticamente dois quintos de dias chuvosos no período. Isso impacta diretamente (o andamento dos trabalhos)”, esclarece a secretáriade Obras e Edificações, Larissa Oliveira Cordeiro. Agora, a entrega da primeira etapa das obras, antes prevista para abril passado, deve ocorrer no final de julho. A primeira fase das obras no teatro consiste em restaurar as faces externas e abertas do edifício, como fachadas, telhados e coberturas, para prevenir danos às estruturas internas do edifício. Também está sendo refeito o sistema de combate a descargas elétricas. Içamento de peças deve causar bloqueio, em breve, na Rua Braz Cubas (Vanessa Rodrigues/AT) A secretária afirma que as peças da cobertura do teatro já estão montadas, mas ainda precisam ser içadas. Esse processo deve motivar a interdição de parte da Rua Braz Cubas, via lateral ao Coliseu. A Prefeitura estuda fazer o bloqueio, talvez, nos próximos sábado e domingo. Segunda fase Após o término da primeira etapa do restauro, serão iniciadas a modernização das instalações e a recomposição interna. Estão previstos serviços como a atualização da caixa cênica, com restauro do urdimento (armação de madeira no teto do palco, para funcionamento e fixação de dispositivos cênicos, como ganchos e roldannas), melhorias em elevadores de palco e de orquestra, iluminação cênica, sonorização, troca das varas cênicas e cortinas e adoção de diretrizes vigentes de acessibilidade. Nessa segunda etapa, conforme a Prefeitura, serão sanadas questões que provocaram o isolamento dos camarotes do Coliseu desde 2004. Depois disso, o teatro será entregue com plena capacidade de uso. Os trabalhos já têm aprovação corpo técnico do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos do Estado (Dadetur). Ainda no final do ano passado, foi assinado um convênio pelo qual o Estado custeará essa etapa de intervenções, ao custo estimado de R\$ 5,443 milhões e prazo para execução de nove meses. Restaurar as faces externas e abertas do edifício é uma das tarefas realizadas nesta fase da recuperação (Vanessa Rodrigues/AT) O aviso de concorrência pública para contratação das obras da segunda fase foi publicado no último dia 21. Está em planejamento uma terceira etapa, para restauro das pinturas decorativas internas e substituição do mobiliário da plateia. Antes, durante a segunda fase, o objetivo é reabrir o Coliseu antes que todos os serviços previstos nela terminem.