[[legacy_image_79189]] Os condôminos do prédio onde funciona o Hotel Mercure Santos, na Avenida Washington Luís, no Canal 3, decidiram em assembleia não renovar o contrato com a Accor, dona da marca. A rede hoteleira permanece responsável pela administração dos 103 quartos até o próximo dia 25 - esses apartamentos pertencem aos denominados poolistas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O síndico do Condomínio Clube XV Hotel, Flats & Centro de Negócios, Edgard Rauscher, explicou que foi formado um grupo interno para a gestão dos apartamentos e condomínios de poolistas até dezembro. Será implantado um modelo flat residence – com os apartamentos oferecendo serviços de quarto, como de hotéis. Dos 30 profissionais que atuam no local, só 12 devem permanecer. O síndico conta que o contrato com a Accor expirou em 16 de abril e a rede fez uma oferta para manter a bandeira Mercure por mais cinco ou dez anos no edifício. A proposta não foi aprovada. “Não atendeu nossas expectativas (financeiras)”. Segundo Rauscher, condôminos entenderam que a oferta “não satisfazia as necessidades, ainda mais pelos altos custos condominiais”. Ele prevê que a nova gestão reduza os custos do empreendimento. “Teremos uma gestão própria e temporária até o final do ano. Naturalmente, as taxas condominiais irão baixar muito, porque não haverá o custo da hotelaria para ser rateado por todos (como luz, água e esgoto)”, apontou o síndico, que afirma já ter recebido sondagem de outras redes para o próximo ano. “Abriremos espaço para que outras empresas entrem no lugar da Accor, mas dentro da nossa formatação (do que julgam ser o melhor para os condôminos)”, ressaltou Edgard Rauscher. Como funciona No prédio onde o Hotel Mercure Santos está instalado, existem 203 apartamentos, sendo 103 de poolistas (e que eram explorados pelo Mercure) e 100 de moradores - destes, 30 são residentes e 70 utilizam o imóvel como casa de veraneio. Todos contam com portaria 24h, serviço de quarto, internet e TV a cabo, além de ratear luz, água e produtos de limpeza. Rede hoteleira Em nota, a Prefeitura de Santos frisa que o encerramento das atividades do Mercure não significa que estes leitos serão fechados. “O grupo Accor, por sua vez, continua administrando hotéis na Cidade, como as unidades do Ibis Praia, do Ibis Valongo, do Ibis Budget e do Novotel”. O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SinHoRes) informa que, com a saída da bandeira Mercure, Santos passa a dispor de 26 hotéis. O presidente da entidade, Heitor Gonzalez, explica que, embora a pandemia prejudique a atividade, a bandeira deixa o Município por decisão de assembleia. “Daqui a seis meses, será colocada uma nova bandeira”. GastosSegundo Edgard Rauscher, síndico do Condomínio Clube XV Hotel,Flats & Centro de Negócios, o acordo com a rede não era sustentável,ainda mais neste momento de crise sanitária, com a queda de movimentação. “Os moradores entenderam que ficaram subsidiandoo deficit do hotel durante a pandemia. E os poolistas, que também são condôminos, estavam sem receber dividendos ao longo de dois ou três anos”. EstruturaO condomínio possui duas torres e, ao mesmo tempo queAccor deixa de operar com a bandeira Mercure num dos prédios,no outro permanecerá a parceira com o Ibis Santos Gonzaga,até o ano de 2026. Nesta unidade, são administrados164 apartamentos pela rede. Metade do edifício é de escritóriose salas comerciais. PoolistasSão proprietários de uma ou mais unidades (apartamentos) que transferem a gestão do imóvel a uma administração hoteleira. Estes condôminos são chamados de poolistas. Geralmente, ao final de cada mês, a administradora faz um balanço de todas as receitas e despesasdo condomínio, desconta eventuais taxas e o fundo de reserva,antes de dividir o saldo em partes iguais aos sócios.