[[legacy_image_314769]] ]Pesquisa recente do Sebrae indica que 52% dos empreendedores do País são negros. Por conta disso, as oportunidades de levar o peso dessa cultura, amparado na culinária, artesanato, música e dança, por exemplo, são sempre bem-vindas. Tudo isso pôde ser visto na segunda edição do Festival Afro & Empreendedorismo, como parte da Semana da Consciência Negra e que terminou neste domingo (26), no Valongo, em Santos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Quem passou por lá, teve uma imersão no melhor da cultura afro. Sons, cores, sabores texturas e outros detalhes aguçavam quem passou por lá. É o caso da professora aposentada Maria Ruiz, de 82 anos. “Comprei colares pra mim. Eu gosto muito desse tipo de evento. É bom pra divulgar, para que mais pessoas conheçam essas peças”, afirma. Perto dali, a aposentada Jurema Aparecida da Silva, de 67 anos, acompanhava as apresentações em um palco montado ao lado do Museu Pelé. A cantora Letícia Caires e um desfile de moda afro foram recebidos com aplausos. [[legacy_image_314770]] “Acho muito legal, muito bom esse tipo de evento. É importante divulgar, precisa atrair mais pessoas. Diversidade é importante”. EmpoderamentoOs empreendedores também comemoram oportunidade de mostrar sua força. “A gente, como afroempreendedores, tem os braços abertos para empreender o ano todo. Agora, com essa grande quantidade de pessoas fazendo eventos pela Cidade, divulgamos melhor nosso trabalho. Tem feira o mês inteiro”, lembra a expositora Roberta Ribeiro dos Santos Antunes, de 48 anos. Ela é uma das diretoras do AfroTu, coletivo de afroempreendedores que atua em vários segmentos. Eles “pegam pela mão” simples artesãos e ajudam a empoderá-los. Atualmente, são 40 associados, mais seis diretores. “Fico feliz porque a gente vê o desenvolvimento de cada um, com melhora em seus produtos, na busca fornecedores, fazendo uma troca, circulando o dinheiro entre nós, Mesmo pessoas não-pretas que estão fomentando o pequeno, o artesão local. Fora o Sebrae, sempre lado a lado conosco”, pontua a presidente e fundadora do coletivo, Luciana da Cruz - que é filha de um ícone do samba santista, Dráuzio da Cruz, que empresta seu nome à passarela das escolas de samba. Ela lembra que as empresas da região, em especial as do setor portuário, têm feito parcerias com o AfroTu, abrindo espaço para eventos. “É bom tanto pra empresa, porque ela está praticando a inclusão, de fato, no seu dia a dia, brigando na luta antirracista”, complementa. Coordenador de Igualdade Racial e Étnica da Prefeitura, Ivo Miguel Evangelista também enalteceu o evento. “O preto que consegue empreender tem um upgrade. Estamos felizes, esperamos fazer outro evento em dezembro, no Aquário”.