(Alexsander Ferraz/ AT) Se houvesse segundo turno na disputa pelo Palácio José Bonifácio, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) apareceria com 43,9% das intenções de voto, e Rosana Valle (PL) teria 43,3%. É o que aponta o levantamento feito neste mês pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A pesquisa de junho também havia indicado empate técnico entre os dois, levando em conta os 3,5 pontos percentuais da margem de erro. Agora, porém, Rogério está à frente. Na rodada anterior, ela aparecia com 42,1%, e ele, com 40,4%. O prefeito subiu 3,5 pontos percentuais, no limite da margem, e a deputada cresceu 1,2 ponto. Considerados os votos válidos, Rogério Santos seria eleito prefeito, com 50,4%, ante 49,6% atribuídos a Rosana Valle. O resultado é igual ao da mais apertada disputa eleitoral do século na Cidade: em 2004, João Paulo Papa venceu Telma de Souza no segundo turno por essa diferença, que, na ocasião, foi de 1.771 votos. Registro O IPAT ouviu 793 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, em Santos, nos dias 7 e 8. Margem de erro: 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna. a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-08009/2024. Nível de confiança: 95%. Apoio de Freitas ou Barbosa vale mais Outro fato que se repetiu em relação à pesquisa de junho foi o de que ter apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) será mais favorável aos candidatos a prefeito do que receber aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No caso de Freitas, 39,1% dos entrevistados pelo IPAT votariam com certeza em um nome apoiado por ele, e 32,3% poderiam votar, dependendo do candidato. Mas 27,2% não votariam de jeito nenhum em alguém apoiado por ele. Quanto a Barbosa, 35,4% votariam com certeza num apoiado por ele, 40,5% poderiam votar, e 22,7%, de jeito nenhum. O apoio de Bolsonaro seria certeza de voto para 32,4%, enquanto 25% poderiam votar e 41,5% não votariam de jeito nenhum em um indicado por ele. Em relação a Lula, 27,2% votariam com certeza em quem ele apoiasse, 23,1% poderiam votar e 47,9% não votariam de jeito nenhum em quem indicasse. () Comentário Alcindo Gonlçalves, engenheiro, cientista político, professor da Universidade Católica de Santos e responsável pela metodologia e RI do IPAT – Instituto de Pesquisas A Tribuna O quadro continua o mesmo Nova pesquisa IPAT, realizada entre 7 e 8 de agosto, mostra que a corrida eleitoral em Santos continua praticamente inalterada. Realizadas as convenções e definidos os candidatos a prefeito, há empate técnico entre Rosana Valle e Rogério Santos. Foram pequenas as oscilações: positiva, no caso de Rosana, que passou, em relação à pesquisa anterior, realizada entre 24 e 26 de junho, de 37,8% para 39,5%; negativa, para Rogério, que foi de 35,2% para 34,9%. Tais variações são pequenas e estão dentro da margem de erro do levantamento, o que indica estabilidade. A terceira colocada, Telma de Souza, teve pequeno crescimento: de 12,1% para 14,2%. O interesse aumenta. Aumentou bastante o número de eleitores que pretendem votar em outubro, passando de 84,5% para 94,8% dos entrevistados. Da mesma forma, há empate quase perfeito na hipótese de segundo turno: Rogério Santos tem 43,9%; Rosana Valle 43,3%, mas os números indicam que o atual prefeito se aproxima mais da deputada do PL neste cenário. A rejeição dos dois principais candidatos não se alterou de modo significativo: passou de 18,3% para 19,7% para Rosana e de 12,8% para 15,9% para Rogério. Telma, entretanto, melhorou: sua rejeição, embora ainda alta, caiu de 49,1% para 41%. Rosana tem ligeira predominância de mulheres entre seus eleitores; Rogério, de homens. Ela se sai melhor entre os mais velhos, de maior renda e escolaridade mais alta; o atual prefeito tem melhor desempenho na faixa de 35 a 44 anos, entre os de menor renda e as pessoas de escolaridade média. Rosana tem vantagem entre os católicos (44,7% a 31%), mas essa diferença é menor entre os evangélicos (44,6% a 36,9%). É importante notar ainda que, nos bairros da Orla, Rosana Valle tem grande vantagem sobre Rogério Santos (45,8% a 28,7%), mas esses números se invertem na Zona Noroeste e nos Morros, onde o prefeito lidera com folga (44% a 27,6%). Um último dado interessante: 41,5% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, índice não muito distante daqueles que também não escolheriam candidato indicado pelo presidente Lula (47,9%).