[[legacy_image_150525]] Na quinta-feira (10), o governador João Doria (PSDB) defendeu publicamente o projeto de construção de uma ponte entre Santos e Guarujá. No mesmo dia, o prefeito Rogério Santos, também tucano, recebeu o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e classificou a proposta do túnel submerso como uma “ligação metropolitana” e um “pedido histórico da nossa região”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta sexta-feira (11), o presidente da União dos Vereadores da Baixada Santista (Uvebs), Roberto Andrade e Silva, o Betinho — igualmente tucano—, emitiu nota para criticar “aquela ponte da qual nunca mais havíamos escutado falar” e classificar a ameaça judicial feita por Doria de “um ato irresponsável do governador” que “expõe a Baixada Santista ao risco de, simplesmente, perder a solução de um problema que existe há 95 anos”. Nada disso significa que, repentinamente, líderes políticos locais filiados ao PSDB bandearam para o lado de Freitas, pré-candidato a governador. Mas confirma o desgaste de Doria na sigla. Na mais recente pesquisa eleitoral para a Presidência da República, divulgada na quarta-feira pela Quaest/Genial — nome que resulta da junção de empresas de tecnologia de dados e de consultoria financeira -, o melhor cenário para Doria é aquele no qual surge com 3% das intenções de voto em pesquisa estimulada, na qual se apontamos nomes dos possíveis candidatos. Para o vereador Betinho, ainda na nota da Uvebs, “não podemos mais tratar questões quase seculares na base da campanha eleitoral”. Segundo ele, o túnel é um projeto “em vias de ser implantado”, e a ponte, “uma proposta eleitoreira”. Há, porém, fundo político no debate do empreendimento submerso. A Uvebs está ligada ao projeto Vou de Túnel — grupo que defende a realização dessa obra viária e, em 11 de março, promoverá um fórum do qual deverá participar o presidente Jair Bolsonaro (PL).