[[legacy_image_3532]] Um dia após a Prefeitura de Santos confirmar o quinto caso de sarampo na cidade este ano, equipes da Secretaria Municipal de Saúde foram às ruas do Embaré, bairro onde o paciente mora, para um bloqueio vacinal. No total, 316 residências foram visitadas, com aplicação de 122 doses da vacina. Quarta-feira (17) de manhã, a cuidadora de idosos Gabriela Regina, de 27 anos, foi uma das vacinadas. Ela soube do caso pelo noticiário e tratou de se proteger logo. “Acho importante se vacinar e evitar a doença. As pessoas têm muitas vezes receio da vacina, mas com certeza é o jeito mais eficaz de combater o sarampo”. Quem também aproveitou a presença dos servidores públicos da saúde nas ruas Castro Alves, Ministro João Mendes, Aureliano Coutinho e Benjamin Constant e tomou a dose foi o guarda municipal Danilo Ranna, de 29 anos. “O sarampo é uma doença que não ouvíamos falar faz tempo, mas é importante se proteger mesmo assim. Ficar vulnerável é que não dá”. Balanço O mais novo caso da doença em Santos atingiu um menino de 1 ano e é o terceiro autóctone, ou seja, foi contraído na cidade. O primeiro desse tipo foi de uma menina de 4 anos, do Macuco. O segundo é o de uma profissional da saúde que atendeu um jovem de 21 anos, passageiro do navio MSC Seaview, onde houve um surto de sarampo. A chefe do Departamento Municipal de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Vieiras, disse que estes casos continuarão sendo acompanhados e ressaltou a importância da vacinação nas policlínicas santistas. “Há uma intensificação nos pacientes de 15 a 29 anos e seguimos com a vacinação e vigilância. A gente não pode abaixar a guarda”. Segundo ela, como o município não registrava casos de sarampo desde 2009, a população não tem lembrança da doença e isso torna o trabalho da secretaria ainda mais importante. “Estamos também intensificando o treinamento do nosso pessoal. Precisamos evitar a doença”.