[[legacy_image_253092]] O número de infrações de trânsito em Santos caiu no último ano, em comparação com 2021. A informação é da prefeitura, em levantamento solicitado por A Tribuna. Foram 249.409 multas aplicadas, contra 283.087 no ano anterior, uma redução de 11,9%. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Antônio Carlos Silva Gonçalves, não há razão específica para a queda. “Existem períodos com mais (multas), outros com menos. É meio cíclico. Não conseguiria dizer uma causa específica para essa diminuição. Mas nosso objetivo é que esse número caia ainda mais”, afirma. As autuações são feitas por agentes de CET, Polícia Militar, Guarda Portuária e equipamentos de fiscalização eletrônica. Tipos de multa O levantamento indica que a principal razão de multas é “transitar em velocidade superior à máxima permitida até 20%”, verificada por radar. Foram 56.944 notificações no ano passado. Em segundo lugar, está “estacionar em local/hora proibidos especificamente pela sinalização”, tipo de infração registrado por agentes de trânsito, com 25.953, seguido de “estacionar em desacordo com a regulamentação - estacionamento rotativo” (25.078). “Quanto ao limite de velocidade, na maioria das ruas de Santos, a máxima permitida é de 50 km/h. Mas há algumas em que é de 40 km/h. Assim, 20% de 40 são oito km/h. Ou seja, 48 km/h. Apesar de, pelo Código de Trânsito, esses 20% serem uma multa gravíssima, é algo que, se você pegar, está relacionado a radar. E, se há radar, é porque existe insegurança no local. Por conta disso, a velocidade estipulada deve ser respeitada”, diz Gonçalves. Mais Registros Ainda de acordo com o levantamento feito pela prefeitura, cinco pontos concentram o maior número de infrações. O primeiro lugar é a Avenida Saldanha da Gama, na Ponta da Praia, seguida pelas avenidas Engenheiro Sérgio da Costa Matte (a popular Perimetral), Martins Fontes, Bernardino de Campos (Canal 2) e Presidente Wilson. Ao comentar a liderança da Saldanha da Gama, o diretor-presidente da CET dá uma explicação: as infrações anotadas são, em geral, por embarque e desembarque de veículos em local irregular. “É um lugar emblemático, na saída da travessia de barcas. Ali, não pode fazer embarque/desembarque no posto de gasolina que fica na esquina. Ali tem um monitoramento por câmera, e há três fluxos de veículos: o que vem da balsa, o bolsão de ônibus e o fluxo dos que vêm do centro de convenções. Ali, não tem faixa de segurança que permita a travessia, porque não tem segurança. Um dos fluxos sempre está aberto. Se você colocar uma faixa de segurança ali e semaforizar para fechar os três fluxos, começa a não dar vazão na saída da balsa. Não dá. Por isso, está sempre aberto”. O diretor-presidente da CET lembra que o local adequado para embarque e desembarque, devidamente sinalizado, é na lateral do posto. “As pessoas insistem em fazer na avenida da praia e não pode. Por exemplo: o jardim está pisoteado, a vegetação aberta, porque as pessoas passam e acabam quebrando. Vamos ter que colocar gradil para direcionar as pessoas a que usem a faixa de segurança”. Objetivo é educar ainda na infância [[legacy_image_253093]] Criar no pedestre de hoje o bom motorista de amanhã. Esse objetivo une as campanhas de educação da CET, especialmente com crianças. Conforme o diretor-presidente, Antônio Carlos Silva Gonçalves, a prática renderá frutos. “Em que a CET acredita muito é na formação das crianças. Para que, em algum momento, a gente tenha um trânsito mais adequado. Pegar crianças em formação e passar as informações para elas é o caminho ideal, pois elas começam a ter hábitos adequados, ao atravessar, com uma bicicleta. Quando virarem motoristas, vão, fatalmente, respeitar mais as leis de trânsito”, acredita. Para Gonçalves, campanhas como a Faixa Viva têm relativo sucesso: com o tempo, o desrespeito volta a ganhar espaço. “As campanhas, de certa forma, têm um resultado. Mas nem sempre ele é perene. É pontual e, depois de um tempo, as pessoas voltam a praticar as mesmas infrações. Um exemplo é a Faixa Viva. Quando a gente faz a campanha na orla da praia, percebe que as pessoas acabam respeitando o pedestre na travessia. Mas, se você tira o agente de trânsito do local, gradativamente, o desrespeito começa a aumentar”, constata. Motociclistas Outro foco de atenção da CET está nos motociclistas. No ano passado, uma campanha foi dirigida a esses condutores de veículos, mostrando depoimento de pessoas com traumas (fraturas) decorrentes de acidentes com motos. “Dia desses, estava indo para a CET pela (Avenida) Ana Costa e vi uma moto na contramão. Imagine a cena, um absurdo. Há uma grande quantidade que não obedece às regras de trânsito. Em São Paulo, por exemplo, é inadmissível (haver) uma morte de motociclista por dia. Temos muito o que evoluir”, emenda Antônio Carlos Gonçalves.