[[legacy_image_63695]] O secretário de saúde de Santos, Adriano Catapreta, chamou representantes de oito hospitais das redes pública e privada do município, além dos médicos infectologistas, Evaldo Stanislau e Marcos Caseiro, para traçar um panorama da gravidade da situação do setor na cidade na manhã desta quinta-feira (18). Participa ainda o presidente da Associação Paulista de Medicina, de Santos, Antônio Joaquim Ferreira Leal. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O secretário afirma que a situação no Município é extremamente grave. A Cidade vai abrir mais 49 leitos de UTI nos próximos dias. Mas o problema vai além disso. O Município já sente dificuldades para contratação de medicamentos e de profissionais. "Estamos vivendo a maior crise sanitária que o País nunca passou. Vamos abrir mais 49 leitos. Mas qual será o número suficiente?", diz o secretário, afirmando que essa é a grande pergunta. Catapreta também informa que Santos tem hoje taxa de isolamento de 42% quanto o ideal seria de 70%. O médico infectologista Marcos Caseiro acrescenta ainda que chegamos próximos a enfrentar problemas com falta de insumos, incluindo anestésicos e oxigênio. [[legacy_image_63696]] "Não tenhamos ilusão de que ter vaga para paciente será suficiente. Precisamos é de que as pessoas não sejam internadas. Não cheguem à UTI porque as estatísticas de óbitos são elevadas". E pedem o aumento do isolamento social e conscientização da população. De acordo com Caseiro, 38% dos internados morrem. 59% dos que vão para UTI vão a óbito e se for intubado, o percentual sobe para 80%. Ele também pede "lockdown já" para enfrentar esse momento. "É única medida para frear a calamidade que estamos vivendo". Durante a coletiva, oinfectologicaEvaldo Stanislau disse que a diretoria da Sociedade Paulista de Infectologista apoia o lockdown "para ontem" e enfatiza que é preciso que a população continue com os cuidados básicos.'Não tem remédio profilático ou terapêutico para covid-19, somente a prevenção com uso da máscara e álcool em gel, isolamento social e vacina', diz o especialista. Dentre os pronunciamentos também foi divulgado que a Unimed já tem quatro pacientes em atendimento aguardando transferência para hospitais (e que não conseguem vagas). Não há informações sobre o estado de saúde dessas pessoas, mas três estão na Unimed de Praia Grande e uma em Santos.