Anália Franco foi autorizado a captar R\$ 3,1 milhões com empresas; voluntários também podem ajudar (Vanessa Rodrigues/AT) O Educandário Anália Franco, na Encruzilhada, em Santos, que completou 102 anos no mês passado, busca seu presente de aniversário dos sonhos: a reforma do chamado Castelinho, na esquina da Avenida Ana Costa com a Rua Barão de Paranapiacaba, ao lado da atual sede e que se deteriorou com o tempo. Pois um projeto de restauro, já aprovado para captação de recursos por meio da Lei Rouanet, pode devolver vida a um marco histórico e arquitetônico da Cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O presidente da instituição, Paulo Murat, afirma que o Anália Franco já foi autorizado a buscar R\$ 3,1 milhões com empresas para um trabalho de restauração. A prioridade é o telhado, bastante afetado, sobretudo nos períodos chuvosos — cerca de R\$ 1 milhão terão esse destino. “Estamos aptos a buscar o mercado para restaurar o telhado, que é a primeira parte do que pensamos para o Castelinho”, afirma. Um trabalho emergencial no telhado foi iniciado, para a minimizar o impacto de chuva, infiltrações e outras avarias. Prioridade é telhado, muito afetado, sobretudo nos períodos chuvosos, no qual se deve gastar R\$ 1 mi (Vanessa Rodrigues/AT) “Ainda não foi concluído. A gente percebeu que ainda há coisas a serem feitas. Mas a área de telhado é muito grande, está há muito tempo abandonada, A gente precisa minimizar”, acrescenta Murat. Um dos desafios é obedecer aos padrões estéticos similares ao da época da criação, em 1926. “O imóvel não é tombado, mas se encontra numa área envoltória de tombamento, com nível de proteção 2. Então, existe a necessidade de que a gente proteja o telhado, a fachada e o volume. Eu não posso aumentar o prédio, mas o telhado tem que ser feito em moldes similares aos daquela época.” O restante do valor servirá para projetos de hidráulica, elétrica, engenharia civil, reparos de saneamento e acessibilidade. Voluntários A iniciativa de restauração do Castelinho também tem participação voluntária de um grupo de estagiários da empresa Architetando Arquitetura, sob a supervisão do arquiteto e urbanista Ricardo Andalaft. Os voluntários estão levantando detalhes arquitetônicos e de restauro do prédio. Voluntários levantam detalhes arquitetônicos e de restauro do prédio (Vanessa Rodrigues/AT) A entidade tem apoio do Instituto Base, de Brasília, para a realização do projeto. É possível destinar até 4% do Imposto de Renda devido por pessoas jurídicas (tributadas pelo lucro real) ou 6% do Imposto de Renda devido por pessoas físicas (modalidade completa). As doações podem ser feitas, antecipadamente, em conta-corrente. Para ajudar A conta bancária para ajudar no restauro é no Banco do Brasil: agência 4.883-6, conta-corrente 8.089-6, inscrita pelo Instituto Base, cujo CNPJ é 46.920.758/0001-49. O doador deve enviar o comprovante para o e-mail contato@inbase.org.br e pedir o recibo oficial preenchido com seus dados e o do projeto, a fim de poder pedir a dedução fiscal. Presidente se espelha em atividade cultural da Pinacoteca Paulo Murat enxerga no Castelinho um enorme potencial para ser um grande espaço cultural. A inspiração, segundo ele, vem do trabalho desenvolvido na Pinacoteca Benedicto Calixto, outro modelo de integração e boa ocupação de espaços. Sem esquecer o lado educacional, uma marca do local que abrigou, por anos, a Escola Dino Bueno. “Aquele é o modelo, de restauração, de cuidado, zeladoria, agendamentos... Na parte de baixo, faremos algum equipamento gastronômico, como uma cafeteria ou bistrô. Em cima, um museu, a princípio maçônico, regional, para contar um pouco da história da participação da Maçonaria na Independência, na República, na (abolição da) escravidão. Desmistificar um pouco a Maçonaria e trabalhar um pouco com questões de 3D.” A restauração do Castelinho, para o presidente do Educandário Anália Franco, vai ser o reforço de um elo com a comunidade. “O prédio, que está bastante deteriorado, foi palco de processos de educação. Mas a gente quer dar para ele um enfoque não só educacional”, resume.