[[legacy_image_187386]] Celebrar uma história centenária, mirando o futuro, mas sem desviar os olhos de um presente desafiador. É dessa forma que o Educandário Anália Franco chega aos 100 anos nesta terça-feira (28), em Santos. Atividades estão previstas para marcar a data. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A instituição, que fica na Avenida Ana Costa, na Encruzilhada, atende 296 crianças de 4 meses a 5 anos e 11 meses, que são alunos em período integral de berçário, maternal, jardim e pré-escola. Também realiza trabalho de acolhimento institucional (abrigo) para 12 crianças e jovens com idade até 17 anos e 11 meses. “A gente tem que ficar brigando para fechar as contas, e num momento difícil, em que as doações caíram bastante”, afirma o presidente, Paulo Murat Filho. Segundo ele, as despesas mensais, que abarcam 85 funcionários, gastos fixos — como energia elétrica, encargos sociais e compras de insumos — somam entre R\$ 250 mil e 300 mil. Parte desses custos é suprida por um termo de fomento firmado com a Secretaria Municipal de Educação e um termo de parceria com a Secretaria de Ação Social. “A gente precisa buscar recursos e o faz em três situações: uma é a lavanderia; a outra, é o telemarketing, em que a gente capta doações por telefone; além do bazar, com produtos que a gente recebe, todos em bom estado. É um desafio gigantesco”, resume. Planos O presidente do Anália Franco faz planos para o futuro da entidade — do mais imediato ao que tange os próximos anos. Para o segundo semestre, está previsto um evento beneficente, o Boi no Rolete, visando a arrecadar fundos para ajudar nas contas até o final do ano. Um dos sonhos é a reforma do carinhosamente chamado castelinho. “Esse prédio foi utilizado pelo Poder Público até 2010. Tivemos uma demanda judicial junto à Prefeitura e, por conta disso, ninguém mexeu. Também houve a deterioração provocada pela ação do tempo, bem como invasões e furtos”, afirma Murat Filho. Apenas para o reparo do teto, seriam necessários R\$ 450 mil. Uma vaquinha virtual deve ser lançada, buscando esse montante. Mas a ideia de melhorias no local não para por aí. “A ideia que a gente tem é transformar aquele espaço em Centro Cultural, passando a buscar recursos via Lei Rouanet, para transformar numa pinacoteca, por exemplo. Faria uma reforma geral. mas conservando telhado, paredes, muro e volume. Mas, internamente, posso refazer tudo”, relata. A ideia seria deixar amplos salões, com ar condicionado, lâmpadas de LED e soluções de acessibilidade. “É um sonho para a gente enfrentar nos próximos anos”, diz o presidente. História A história do Anália Franco se mistura com a da Cidade. Ela se iniciou ainda em 1907, quando a educadora Eunice Caldas fundou em Santos uma instituição voltada ao atendimento de meninas. Assim foi até 1917, na Rua do Rosário — atual João Pessoa. Por causa de dificuldades econômicas, o local passou a receber o apoio da Loja Maçônica Fraternidade. Em 1922, foram lançadas as bases do atual Educandário Anália Franco, com o nome de Associação Creche e Asylo Analia Franco, na Avenida Ana Costa, 285. O prédio, concluído em 1926, abrigou a escola Dino Bueno, uma unidade municipal de Educação (UME), até 2010. Em 1946, foi erguido o prédio ao lado, para funcionar como orfanato e receber crianças com famílias que não pudessem mantê-las ou, eventualmente, mães que moravam nas casas de família em que trabalhavam — e, por isso, deixavam seus filhos no educandário. “(A instituição) Chegou. em algum momento, a ter 400 internos. Também havia cursos profissionalizantes de carpintaria, marcenaria, barbearia, alfaiataria, sapataria, e tipografia, entre outros”, conta Murat. “Foram tempos desafiadores.” Programação Pela manhã, o local recebeu apresentações teatrais, bandas musicais, exposições de trabalhos, telejornal e a inauguração da Horta da Vovó Anália. A partir das 19h30, será promovido um Jantar Dançante, no Salão Marfim, para contribuintes da entidade. Doações É possível contribuir por intermédio do Pix (a chave é 58225905000140, que é o CNPJ da instituição). Também são aceitas doações para o Bazar da Pechincha, que podem ser entregues na sede da entidade (Avenida Ana Costa, 277) ou por agendamento para retirada no domicílio do interessado. A entidade também pode ser beneficiada com a doação de créditos da Nota Fiscal Paulista.