[[legacy_image_264991]] O projeto arquitetônico para transformar a área onde funciona a Unidade Municipal de Educação (UME) Edméa Ladevig e o antigo Colégio Marza, no Gonzaga, em um novo complexo educacional santista foi concluído. Serão 4.800m² de área construída para atender estudantes que vão receber aulas e desenvolver atividades educacionais em tempo integral. O edital para definir a empresa que fará a obra deve ser lançado em julho, com início das obras previsto para 2024. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A área foi comprada pelo Município em dezembro do ano passado com a meta do Governo Municipal em aumentar o número de alunos em tempo integral. Com o projeto arquitetônico pronto, começa a elaboração da planilha de custos que serve de base para preparar o edital de licitação. "Uma das prioridades desta gestão é o investimento na área da Educação. Estamos sempre aprimorando a qualidade do ensino e oferecendo unidades escolares confortáveis e acessíveis, que aproximam os alunos da tecnologia. Também investimos no ensino integral, que queremos disponibilizar a 75% da rede municipal, com o contraturno voltado ao empreendedorismo, à cidadania e ao esporte", afirma o prefeito Rogério Santos (PSDB). Um projeto moderno e inovador precisou ser desenvolvido diante do desafio de implantar um complexo educacional em área de grande densidade construtiva, ao lado da Igreja Bom Pastor, bem cultural de interesse histórico e arquitetônico, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), além da necessidade de respeitar todas as regras e normativas contemporâneas de acessibilidade, segurança, instalação de elevadores, escadas de emergência, entre outros elementos que necessitariam de adaptações. Integração A construção do equipamento educacional público vai beneficiar a comunidade de seu entorno, enquanto prestação de um serviço público fundamental, e integrar o espaço interior e a cidade ao redor. A proposta é de uma pequena praça como o principal acesso à escola, buscando não somente receber os alunos, mas também criar um respiro na movimentada Avenida Ana Costa. A praça vai também estabelecer uma relação com a Igreja Bom Pastor, considerando a importância e o valor cultural reconhecido pelo Condepasa. Desse ponto, acessa-se um pátio interno coberto, articulador dos diversos setores, organizando e distribuindo o acesso principal dos alunos ao interior do edifício. Quatro blocos O projeto do novo complexo educacional, assinado pelas arquitetas Juliana Cunha Carlini e Carolina Maylart, ambas da Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi), é composto por dois blocos transversais constituídos por pavimento térreo e outros dois, formando um sistema de agrupamentos funcionais. O primeiro bloco é o educacional, composto pela escola para o ensino fundamental II, do 6º ao 9º ano, com 20 salas de aula. Em seguida, há o núcleo cultural, com biblioteca, auditório, sala de artes, laboratório, estudioteca e sala AEE (atendimento educacional especializado). Por fim, há o conjunto esportivo, constituído por quadra poliesportiva e vestiários. O equipamento totaliza uma área construída de aproximadamente 4.800m². Sustentabilidade Toda área de circulação interna e de acesso às salas de aula se dá através de um vazio central com entradas de luz e ventilação naturais, conferindo maior clareza e visibilidade na comunicação institucional. Isso visa inspirar os alunos, estimular o desenvolvimento pedagógico e a busca do conhecimento e curiosidade, no espaço em que os jovens vão passar a maior parte do tempo. Por esta linha, adotam-se estratégias sustentáveis: correta orientação solar com salas voltadas para o norte, ventilação cruzada, aproveitamento da luz natural através de abertura zenital, proteção solar com brises, consumo sustentável de água, reaproveitamento de águas pluviais, eficiência energética, conforto térmico, visual e acústico e proposição de paisagismo. Transparência e muita cor A interação visual entre o interior e o exterior, através de transparências é explorada através de fachada em vidro e de painéis vazados de vedação em concreto. Os painéis permitem a conexão visual com os espaços externos e maximizam a ventilação e iluminação natural, reforçada também pelo vazio e cobertura com iluminação natural do pátio interno. São coloridos, conferindo identidade ao edifício e estimulando as percepções sensoriais dos alunos. O projeto busca, sempre que possível, fazer referência às memórias preexistentes através do uso do concreto, das formas dos elementos vazados, ladrilhos hidráulicos, mas também mantendo a nova edificação com o mesmo gabarito já existente atualmente, em respeito e concordância com a Igreja Bom Pastor. Reestruturação O Colégio Marza foi fundado no começo da década de 70 e estava fechado há cerca de dez anos. Transformar o espaço para atender às necessidades de um grande complexo educacional, de acordo com as normas vigentes atualmente - acessibilidade, para-raios, caixa d’água e dispositivos de combate a incêndio -, exige uma ampla reestruturação. Como a estrutura atual não permite adequações de acessibilidade para obtenção de AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), serão necessárias demolições. Esse serviço será feito por uma empresa especializada, com toda segurança. O edital de licitação foi lançado nesta quinta-feira (4). O trabalho tem custo estimado em R\$ 1,6 milhão e prazo de quatro meses para ser e