[[legacy_image_250403]] A Justiça negou o pedido de Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, para ser o responsável no processo de partilha de bens do pai, o Rei Pelé, que morreu em 29 de dezembro. Além de querer ser o inventariante, Edinho também pediu que os trâmites fossem colocados em segredo de Justiça, para que só as partes tivessem acesso, o que também foi negado. A juíza da 2ª Vara de Família e Sucessões de Santos, que emitiu a decisão, é Suzana Pereira da Silva. Foi ela quem condenou Edinho a 33 anos de prisão por lavagem de dinheiro em 2004. O filho de Pelé cumpre pena em regime aberto e, na tentativa de ser inventariante, justificou que “está na posse e administração dos bens do inventariado”. Porém a juíza ressaltou que a viúva de Pelé, Márcia Aoki, é a primeira na ordem de nomeação segundo a lei. E o inventário somente pode ser repassado a outra pessoa se ela não tiver interesse ou condições de assumir a função. A magistrada deu prazo de 15 dias para que a viúva se manifeste. Em 2014, Edinho foi condenado pela Justiça por crime de lavagem de dinheiro, proveniente do tráfico de drogas, pela juíza Suzana, que na época trabalhava na 1ª Vara Criminal de Praia Grande. A organização criminosa foi descoberta pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) por meio da Operação Indra, em 2005. Edinho chegou a ficar na cadeia, mas conseguiu o benefício do regime aberto.