[[legacy_image_252225]] A aposentada Rosemeire Aparecida Ribeiro, de 54 anos, que morreu uma semana após o parto das filhas gêmeas, em Santos, foi vítima de eclâmpsia tardia, segundo o médico que acompanhou o tratamento, gestação e parto dela, o ginecologista e obstetra Condesmar Marcondes, especialista em reprodução humana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O médico explica que a doença é raríssima e que, de início, ele desconfiou de que fosse uma trombose, diagnóstico descartado pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO), segundo o especialista. "É uma doença parecida com a trombose. A eclampsia provoca uma série de coisas como o aumento da pressão, parada cardíaca e edema agudo de pulmão. Mas é algo muito raro de ocorrer". Marcondes ressalta que a causa da morte de Rosemeire não tem nada a ver com a fertilização, assim como sua idade. "Conheço uma paciente que tem 36 anos e nos 10 dias pós-parto teve eclampsia tardia. Hoje, ela está em uma cadeira de rodas, porque sofreu um derrame. A pressão dela oscilou e até então tudo era normal". A história A alta de Rosemeire depois do parto de gêmeas aconteceu no dia 16 de dezembro e A Tribuna acompanhou de perto esse momento emocionante, quando os pais e os bebês deixaram o Hospital São Lucas. “Sabia que aconteceria um dia. Encontrei a pessoa certa (Alexandre Carvalho, com quem namorava há dois anos e três meses) e foi tudo muito bem planejado, até porque sempre chequei minha saúde em exames de rotina e estava tudo bem. Se não estivesse, não traria uma criança ao mundo para sofrer”, afirmou Rosemeire na época. Rosemeire Aparecida Ribeiro acostumou-se com a presença de crianças ao longo das duas décadas e meia de serviço como professora e, posteriormente, como coordenadora pedagógica em escolas municipais de São Vicente. A aposentadoria, ocorrida aos 51 anos, foi a senha para que ela tentasse realizar o acalentado sonho, contrariando a receptividade de algumas pessoas com quem comentava de sua vontade, especialmente no período da gravidez.“Já escutei, por exemplo, que eu era doida e que eu tinha que aproveitar para viajar. Mas minha vida não se resume nisso. Nem meu coração. Terei 100% do meu tempo disponível para elas”, comentou na mesma entrevista.