[[legacy_image_89337]] A biomédica Andressa Gomes dos Santos, de 28 anos, que é moradora de Santos, fez uma homenagem para o pai, que faleceu por complicações da covid-19 em abril. Ao receber a segunda dose da vacina, na última quinta-feira (5), no posto externo da Universal, localizado no bairro Gonzaga, a jovem levou uma placa para reafirmar a importância da vacinação acelerada, já que o pai, Adão Mariano, vigilante patrimonial, de 60 anos, faleceu 12 dias antes de abrir a vacinação para a sua faixa etária. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Andressa conta que ele era um homem ativo, sem comorbidades e, por isso, a família não esperava que o pior pudesse acontecer. “A gente se emociona muito, porque faltou tão pouco para ele tomar a vacina. Ele queria muito ser vacinado. Era algo muito esperado por todos nós, mas infelizmente o meu pai não teve essa oportunidade”, contou emocionada. [[legacy_image_89338]] E foi inconformada, pelo destino do pai ter um desfecho diferente, que Andresa resolveu comparecer ao posto de saúde com uma homenagem, ao tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19. “Por mim e por ele, que nos deixou 12 dias antes da vacina chegar. Vacina não é opcional. Se proteja e proteja quem você ama. Viva o SUS e a ciência”, escreveu em uma folha de papel que levou consigo. Para a biomédica, a atitude foi uma forma de mostrar que a memória de Adão sempre estará viva dentro de seu coração. “Dediquei esse momento a ele. Tomei as duas doses por nós. Eu posso fazer todas as homenagens do mundo pro meu pai, ainda é pouco diante da grandiosidade dele”. Ainda abalada com a morte do pai, após 34 dias de internação e 28 de intubação, Andressa pediu a conscientização das pessoas, em meio ao registro de mais de 550 mil mortes no País. “Quero que as pessoas se conscientizem sobre os riscos da pandemia e tomem mais cuidado”.