[[legacy_image_68115]] Dirigir pelas ruas de Santos exige espírito aventureiro dos motoristas e visitas regulares ao mecânico para verificar o conjunto de suspensão do veículo. Seja por fortes chuvas, falta de manutenção ou baixa qualidade do material utilizado no serviço, as vias concentram inúmeros buracos, fissuras, trincas e ondulações. O cenário denota a deficiência de qualidade do pavimento. Sobram exemplos de locais em que falhas no solo de ruas e avenidas acendem o sinal amarelo. O cruzamento das ruas General Câmara e Aguiar de Andrade, no Paquetá, se transformou em um imenso buraco. A cratera toma conta de quase toda a largura da via. “Tem que ter calma e dirigir com cuidado”, diz o caminhoneiro Roberto Freitas. O trecho, um dos principais acessos de caminhões com carregamento de grãos para o cais santista, exige habilidade do condutor para escapar dos desníveis. Qualquer instante de desatenção pode ser desastroso, pois crateras e rachaduras na via se estendem por mais duas quadras. “É duro dirigir por aqui. Quando chove, vira uma piscina. E a gente nem vê o buraco, o que pode danificar o veículo”, continua o profissional. Um cavalete da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos serve de alerta para o buraco na esquina das ruas Batista Pereira e Xavier Pinheiro, no Macuco. Comerciantes e moradores do entorno relatam que o obstáculo dificulta o uso da faixa de pedestre e prejudica a fluidez do trânsito. Eles também afirmam serem comuns freadas bruscas de condutores para evitar colisões. “Se você ficar um tempo aqui, vai ver a quantidade de acidentes que podem ocorrer”, desabafa a dona de casa Maria Izabel Fernandes. No mesmo bairro, a Rua João Guerra apresenta desnível e fissuras na extensão da via. Na Rua Barão de Paranapiacaba, entre as avenidas Conselheiro Nébias e Ana Costa, os motoristas precisam se manter atentos. Diferenças de nível, remendos malfeitos e buracos elevam riscos de colisões. “Tem que andar em velocidade baixa”, resume o motoboy João Afonso Souza. Mais pontos Cenário parecido é verificado na Rua Campos Salles, na Vila Mathias. A pista sofre com falta de manutenção do piso, revelando solo gasto,com ranhuras e fissuras que tendem a ser tornar buracos ainda maiores. No cruzamento da Avenida Moura Ribeiro com a Rua Saturnino de Brito, no Marapé, são as crateras que chamam a atenção. Na Avenida Senador Dantas com a Rua Torres Homem, no Boqueirão, o piso irregular e pequenos buracos exigem atenção redobrada. Na Goiás, no Gonzaga, a camada de asfaltou se soltou, deixando à mostra antigos paralelepípedos em diversos trechos. Assim também é na Avenida Conselheiro Nébias, no trecho entre as universidades e o traçado do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). No final do ano passado, um carro foi engolido após parte do asfalto ceder. Na Vila Mathias, no trecho final da Avenida Washington Luís, ondulações geradas por camadas de massa asfáltica sobre a base anterior elevam riscos de colisões. No entorno da Rua Braz Cubas, o asfalto sumiu e revela antigos blocos de pedra utilizados como pavimento. Prefeitura A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Edificações alega que as chuvas intensas do mês passado atrapalharam os trabalhos de tapa-buraco (feitos em dias secos) e danificaram o asfalto. Em fevereiro, choveu quase 700 milímetros, mais de três vezes a média histórica para o período. A pasta informa que, quando o buraco é causado por rede danificada de concessionária, as subprefeituras a notificam a realizar o serviço. Quanto a reparos, cita que o trecho da Rua Barão de Paranapiacaba entre as avenidas Washington Luís e Conselheiro Nébias deve ser pavimentado neste ano. Faz parte de um conjunto de melhorias para a região do Canal 3 e é um dos projetos encaminhados ao Dadetur, estadual, para obtenção de verba.