[[legacy_image_76509]] O dono do posto de combustíveis que foi lacrado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de SP na última sexta-feira (2), no bairro Jabaquara, em Santos, contou para a equipe de A Tribuna que o local foi arrendado e, por conta disso, não tem controle ou responsabilidade pelos acontecimentos recentes, mas vai registrar um boletim de ocorrência. O estabelecimento continua funcionando, e a própria Sefaz afirma estar ciente sobre as infrações. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em contato com o dono, que terá sua identidade preservada nesta reportagem, foi explicado o processo de arrendamento. “Quem está mantendo aberto [mesmo após as lacrações] é o cara que o arrendou”, relata o proprietário. “Comprei e, como a Shell não estava fornecendo combustível, arrendei. O cara teve esses problemas e reabriu. Estou descendo [para o litoral] e vou fazer um boletim de ocorrência”. A reportagem solicitou o contato do suposto homem que arrendou o estabelecimento e o proprietário afirmou que o enviaria até às 19h desta segunda, mas não retornou o contato até o momento de publicação desta matéria. [[legacy_image_76510]] Em contato com a reportagem, a Secretaria da Fazenda e Planejamento enviou uma nota afirmando que está ciente sobre o rompimento dos lacres das bombas de abastecimento do posto. “Diante da desobediência, o Fisco paulista já adotou as medidas legais e judiciais para a nova relacrarão, que deve ocorrer ainda no início da semana. Paralelamente, enviará ofícios à Prefeitura de Santos, ao Ministério Público e à ANP (Agência Nacional de Petróleo)”. Caso gera críticas e desabafos na internet Com a repercussão do episódio nas redes sociais, dezenas de consumidores insatisfeitos relataram suas experiências. A Tribuna entrou em contato com uma mulher, que também terá sua identidade preservada, e que relatou que não frequenta o local habitualmente, mas, na única vez que o fez, se “sentiu lesada”. “Não tenho costume de abastecer meu veículo naquele posto, mas, por uma infelicidade, fui ao Centro de Santos em um determinado dia e ‘parei’ lá’”, diz. A ‘cliente’ afirmou que, logo que estacionou, um homem, que segundo ela trabalhava para uma empresa terceirizada, pediu para verificar a água e óleo. "Quando o fez, disse que o nível da água do radiador estava muito abaixo e que precisaria completar com o aditivo”. Segundo a consumidora, a dor de cabeça estava prestes a começar. “Pouco depois, ele disse que ‘viu melhor’ e comentou que precisaria fazer uma limpeza e, caso contrário, o motor estragaria. Aceitei, mas perguntei o valor. Me respondeu que era apenas o valor do aditivo. Aceitei novamente”, lembra. “Eu já tinha enchido o tanque e, assim que ele completou o serviço, outro funcionário afirmou que o combustível seria cobrado separadamente. Paguei e, quando acabou de fazer o processo no radiador, perguntei novamente o valor. O homem informou que teria que pagar 399 reais”. A mulher também contou que, ao questionar, o funcionário respondeu que precisou colocar uma determinada quantidade de aditivos somado com a mão de obra. "Disseram anteriormente que não seria cobrada”. Além disso, ainda teve problemas para obter a nota. “Afirmaram que, no momento, não poderiam emitir, mas que a contabilidade enviaria via WhatsApp após duas horas. Liguei na ‘tal’ contabilidade, que também disse que só seria emitida após duas horas. Com muita ‘briga’ e esforço, consegui”, conclui. Reportagem de A Tribuna flagrou o posto funcionando durante o fim de semana; assista no vídeo abaixo [[legacy_youtube_uIZK9F3PS6E]]