[[legacy_image_180264]] É preciso saber viver como Dona Nina. A canção de Roberto Carlos encerrou a apresentação da Banda Regimental do Comando do Policiamento do Interior 6 (CPI-6), na Sociedade São Vicente de Paulo, no Macuco, em Santos, na tarde desta segunda-feira (30). Foi o dia de celebrar um século de vida de uma senhora que não nega um sorriso, uma palavra doce, tampouco uma dança. A festa foi toda dela. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! E Dona Nina entrou aplaudida no salão da entidade que abriga, atualmente, 18 idosos. Funcionários e voluntários também saudaram a simpática senhora. “Meu segredo (para chegar aos 100 anos) é a felicidade. Sempre fui uma pessoa feliz. Amei meus filhos, nunca levantei a mão para eles. E, aqui, me sinto acolhida”, conta. De fato, os abraços e fotos com a aniversariante foram aos montes. Tudo embalado pela Banda da PM, indo do forró ao bolero, com pitadas de MPB. Dona Nina foi agradecer a cada um deles. “Fazia um tempo que não vínhamos aqui. E tivemos a chance de prestar essa homenagem para Dona Nina. O mundo em que vivemos hoje é tão difícil, com tanta gente perdendo a vida, que estarmos juntos já é uma vitória muito grande”, explica o 2º sargento Ataíde, que comandou a apresentação. [[legacy_youtube_YFRgmvEKbd8]] FamíliaDona Nina tem dois filhos (já falecidos), cinco netas, 11 bisnetos e três tataranetos. A irmã, Antônia, de 95 anos, esteve na celebração de ontem e resumiu a personalidade da aniversariante em uma palavra: comunicativa. “Nosso relacionamento é muito bom, apesar de ela viver longe da gente. Sempre muito alegre, gosta de conversar. Quem não gosta dela não gosta de ninguém”. Na pandemia, os encontros rarearam. Conversas, apenas por telefone. Passados dois anos, agora Dona Nina já pode almoçar com a família e aproveitar um dos seus pratos favoritos: macarrão. Mas, na tarde de ontem, teve salgadinho, docinhos e um bolo com sua foto. No momento do Parabéns a Você, ela não hesitou e assoprou as velinhas num fôlego só. Mais aplausos e afagos de quem vê em Nina um exemplo de como encarar os percalços da vida. “Ela mora aqui num sistema de pensionato, com os idosos sendo mais independentes. Com a idade, passou do pensionato para o ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos), o antigo asilo. Como já estava habituada à nossa estrutura, e, diante da morte dos filhos, não tinha para onde ir. Aí, foi mantida e acolhida”, conta a psicóloga do Lar São Vicente de Paulo, Sheila Costa Rezende Tavares. “Hoje, temos uma celebração à vida”, complementa a diretora da unidade, Waldelia Leal da Silva. Afinal, é preciso saber viver.