[[legacy_image_64852]] A proprietária do buffet Zig Zag Buuumm, em Santos, negou que tenha praticado 'calote' nos clientes e afirmou que o local veio à falência em razão das consequências provocadas pela pandemia de Covid-19. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e seirviços! Após a publicação da reportagem por A Tribuna, em que clientes afirmam não ter sido avisados sobre o fechamento do local, a dona do estabelecimento, de 44 anos, procurou a imprensa para prestar esclarecimentos. Ela pediu para não ser identificada. Segundo a proprietária, o buffet veio à falência após não conseguirem um acordo com o dono do imóvel para permanecer no local, em razão das dívidas e falta de receita pelo período de um ano. Ela afirma que houve tentativas de negociação e busca por um novo imóvel, mas ainda não teve sucesso. "Tínhamos uma dívida de aluguel e despesas fixas, como funcionários. Estávamos com o contrato vencendo e não foi possível renovar. Fomos impedidos de permanecer no imóvel. Com toda essa situação não vimos outra alternativa a não ser abrir falência", diz a proprietária, que ficou mais de um ano a frente do buffet. A mulher conta que realizou uma postagem nas redes sociais do buffet, no dia 17 de março, anunciando o encerramento das atividades. Após xingamentos e ameaças, ela decidiu bloquear as contas. "Recebemos muitas mensagens de apoio nas 10 primeiras horas. Após esse horário, virou um campo de guerra entre quem se sensibilizou contra quem não aceitava. Por isso resolvi desativar tudo", explica. [[legacy_image_64853]] Busca por investimento A proprietária afirma que chegou a conseguir um investidor para o buffet, mas que os proprietários do imóvel não teriam aceitado essa parceria. Como um novo imóvel não foi encontrado, o empreendimento fechou as portas. "Estávamos com vários parcelamentos sendo devolvidos. Nosso caixa estava totalmente comprometido e sem entradas de dinheiro. Muitos clientes deixaram de pagar e estávamos sem poder realizar novas festas. Por semana, tínhamos de 5 a 10 pedidos de cancelamentos e devoluções", relata. [[legacy_image_64854]] Falência Desempregada e sem renda, a mulher afirma que perdeu também a casa onde morava e o carro, precisando receber ajuda de familiares. "A não aceitação da venda da minha empresa, em plena pandemia, acabou comigo. Me deixou sem chão. Pensei em me matar, pensei em tudo, mas com algumas orientações, resolvi seguir em frente", afirma. Por fim, a mulher diz que pretende levar a questão da falência à Justiça e que segue "na esperança de, em breve, iniciar as devoluções". Ela ainda relata que, por conta da situação financeira delicada, não tem como procurar uma assessoria jurídica no momento. "Estou desempregada e sendo acolhida por familiares. A situação é crítica". [[legacy_image_64855]]