[[legacy_image_2562]] Quem foi às casas de câmbio, nesta quarta-feira (11), cujos preços são livres e bem diferentes das cotações do comercial, pagou por valores perto de R\$ 5,00 e dos R\$ 6,00, segundo o aplicativo Melhorcambio. Em Santos, no caso do dólar, o preço médio cobrado era de R\$ 4,97. Já o euro custava R\$ 5,71. Em novo dia de pânico no mercado financeiro brasileiro e mundial, o dólar da cotação de referência chegou a bater em R\$ 4,76 na tarde de ontem, mas desacelerou um pouco o ritmo de ganhos perto do fechamento. Devido ao preço atraente, vendedores da moeda entraram em ação e a cotação fechou a R\$ 4,7226, em alta de 1,62%. O dólar subiu de forma generalizada no mercado internacional e ganhou força principalmente ante moedas da América Latina, avançando 3,3% na Colômbia e 2,7% no México. “O coronavírus vem fazendo os mercados cambalearem. Investidores fogem de ativos de risco em busca de refúgios”, ressalta a economista-chefe do grupo financeiro americano Stifel, Lindsey Piegza. O dólar e o ouro são considerados ativos mais seguros nos momentos de incerteza, enquanto as bolsas, mais líquidas (mais recursos circulando, facilitando a venda pelos desesperados), despencam. Ontem, o ouro era cotado a US\$ 1.634,45, estável a -0,02%, com ganho de 24% no ano. Nesse período, o dólar, no Brasil, valorizou 30%. Essa condição de ativo de segurança do dólar ficou clara ontem quando a bolsa suspendeu os negócios às 15h. Nesse momento, a moeda bateu o pico do dia, de R\$ 4,76. Para analistas, as intervenções do BC no câmbio equivalem a enxugar gelo, porque o mercado ainda busca seus limites e a especulação corre solta. O discurso oficial do governo é reagir por meio de reformas, cujo impacto é mais demorado. “Não está correndo subestimação da crise”, diz o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. “A fala do ministro Guedes (Paulo Guedes, da Economia) é que perseguiremos a aprovação das reformas”.