[[legacy_image_216762]] “Não sou candidato a presidente da Câmara”, disse à coluna, nesta sexta-feira, o vereador Rui De Rosis (União). Em vez dele, quem concorrerá ao cargo pelo grupo político do qual faz parte é o vereador Ademir Pestana (PSDB). De Rosis, segundo Pestana, “declinou” da pretensão. O fato configura uma divisão rara no Legislativo santista. Os dois postulantes à Presidência são tucanos — o outro é Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conforme conversas de bastidores e declarações que nem todos os autores proferem abertamente, a bancada governista, composta por 18 vereadores, estaria dividida de forma rigorosa: nove para cada lado. Até mesmo na área da saúde há uma diferença, pois, enquanto Pestana preside a Sociedade Portuguesa de Beneficência, Teixeira é vice-provedor da Santa Casa. “É a bancada da saúde”, brinca Pestana, denotando que tal condição não é fator de antagonismo. Só faltou escola de samba, mas Pestana afirma não ter preferência; Teixeira já presidiu a X-9 local. Amenidades à parte, o fato de Teixeira concorrer rachou a base. Antes, o candidato governista seria o vereador Fabrício Cardoso (Pode), que abdicou da ideia por considerar o tucano mais experiente para a função. Este exerce o terceiro mandato, foi vice-prefeito e secretário. Pestana está na quarta legislatura. Os oito vereadores com os quais Pestana espera contar confirmaram à coluna, diretamente ou por assessores, que votarão nele em 1º de novembro: Adriano Piemonte (União), Audrey Kleys (PP), Augusto Duarte (PSDB), Benedito Furtado (PSB), Edivaldo Fernandes Menezes, o Chita (PSB), Fábio Duarte (Pode), De Rosis e Sérgio Santana (PL). Considerando o 9 a 9 entre os governistas, os votos decisivos caberiam à oposição — Débora Camilo (PSOL) e os petistas Francisco Nogueira e Telma de Souza. Estes dois confirmaram que votarão em Teixeira. Débora disse que não apoiará nenhum dos dois grupos. “Ambos são encabeçados pela base do prefeito Rogério Santos (PSDB), o que impossibilita que a Câmara tenha uma atuação independente.” Por ora, 11 a 9 para Teixeira. Se algo mudar e houver empate na eleição, o Regimento Interno prevê sorteio. Circulou o rumor de que o vereador licenciado Marcos Libório (PSB), secretário de Meio Ambiente, voltaria à Câmara para a eleição da Mesa, e Chita, à suplência. “O secretário tem mandato, mas não há nada nesse sentido”, diz sua assessoria.