[[legacy_image_155536]] A cada três veículos existentes em Santos, dois receberam multas em 2021. Foram autuadas 184.773 placas diferentes, o equivalente a 66,25% da frota santista, que tem 278.897 veículos registrados. Isso quer dizer que apenas 94.124 (33,75%) não tiveram infrações. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A maior parte dos veículos autuados registrou uma multa: 119.522 (42,86%). Outros 36.790 (13,19%) carros, motos, ônibus e caminhões acumularam duas notificações. Há também 1.910 (0,68%) que levaram 10 multas ou mais. Nos últimos dois anos, o total de autuações saltou 12,7% em Santos, de 251.145 em 2019 para 283.085 em 2021. Os valores arrecadados com as infrações aumentaram de R\$ 44,8 milhões para 46,2 milhões. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a receita arrecadada deve ser aplicada em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. A multa mais aplicada no ano passado foi transitar em velocidade superior à máxima permitida até 20%, com 83.422 flagrantes por meio de radares. Em segundo lugar, avançar sinal vermelho do semáforo, com 39.797 autuações da fiscalização eletrônica e dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos), Polícia Militar (PM) e Guarda Portuária (GPort). Estacionar em local ou hora proibidos resultou em 24.959 multas, ficando na terceira posição. Os dados foram informados pela CET-Santos a pedido de A Tribuna. [[legacy_image_155537]] Celular ao volante Chama a atenção no Município o aumento das infrações envolvendo uso de celular ao volante, o que resulta em muitos acidentes. Em dois anos, o total teve alta de 15,9%, passando de 13.025 para 15.100. São três tipos de autuações previstas: dirigir “manuseando” (a mais recorrente), “segurando” ou “utilizando-se” de telefone celular. “Essas infrações estão se acentuando muito. Antigamente, o celular era só para falar, hoje em dia a pessoa digita, o que é ainda pior (ao volante), tira toda a atenção. É comum você estar parado em um semáforo, abrir o verde e o cara da frente não sai, porque está digitando no celular. Isso é péssimo, traz muita insegurança ao trânsito”, diz o presidente da CET-Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves. Para ele, a punição com multas não muda o comportamento das pessoas, por isso o Município faz um trabalho de educação para o trânsito. “O interessante seria estarmos falando que as multas caíram em Santos, mas, infelizmente, não percebemos isso. Porém, essas infrações nos indicam onde temos que focar nas campanhas”. Redução de mortesMesmo com o excesso de infrações, houve redução de 53% nas mortes provocadas por acidentes de trânsito em Santos no ano passado, em comparação a 2020. O número caiu de 34 para 16 mortes. Dessas ocorrências fatais, sete envolveram motos, quatro foram com pedestres, duas com carros, duas com bicicletas e uma com caminhão. “O maior número de acidentes com óbitos é com motociclistas, são os que percebemos que mais abusam no trânsito. Passam no sinal vermelho, façam conversões proibidas, entram na contramão. Em relação a pedestres, são quatro atropelamentos. Para mim, é um número alto”, afirma o presidente da CET-Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves. Campanhas educativas Para tentar conscientizar a população e diminuir acidentes e infrações, a CET-Santos realiza campanhas educativas. Em 2021, 11 escolas de ensino infantil da Cidade receberam o teatro de fantoches, com ações educativas para 673 crianças de 3 a 5 anos, abordando temas relacionados ao trânsito a partir de performance teatral. Também foram feitas palestras para mais de 1,9 mil alunos de 13 unidades de Ensino Fundamental, com o objetivo é iniciar a conscientização para um trânsito seguro despertar nos alunos a importância de conhecer e respeitar as regras de trânsito, na condição de pedestre, passageiro e ciclista. Ocorreram, ainda, 332 ações do movimento Faixa Viva ao longo do ano passado, estimulando o respeito à faixa de pedestres. Em faixas não semaforizadas, as pessoas são orientadas a fazer valer a sua preferência na travessia com o braço esticado. Houve ainda curso de aperfeiçoamento profissional para motoristas de táxi, transporte escolar e autolotação e palestras para ciclistas e empresas, entre outras ações. “Temos que perseguir o trânsito seguro. Não tenho dúvidas de que a educação é a melhor maneira, por isso vamos investir na formação da criança, para formar um cidadão mais responsável no trânsito”, completa Gonçalves.