[[legacy_image_222145]] A funcionária pública municipal de Santos Jenifer Pavani Ribeiro, de 41 anos, desenvolveu diabetes quando tinha apenas 9 anos de idade. Mas aceitar a doença não foi fácil e a negação ao tratamento resultou em cegueira total da vista esquerda, apenas 8% de visão no olho direito, problema pulmonar e apenas 35% da função renal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta segunda-feira (14), em que se comemora o Dia Mundial do Diabetes, Jenifer reforça a importância de procurar tratamento precocemente. "É uma doença muito silenciosa. Por isso, é importante o diagnóstico e o enfrentamento", conta. Dentro de casa, os pais cuidavam para que ela tivesse alimentação adequada. O problema era fora. Com o grupo de amigos, Jenifer negava ter diabetes, tinha vergonha da doença e "descontava" comendo tudo de errado e que era proibido para ela - principalmente hambúrgueres. Já adulta e formada em Pedagogia, ela trabalhava como oficial de administração na Policlínica Ponta da Praia quando teve a primeira crise de hemorragia em um dos olhos. Foi para a frente do espelho e viu seu corpo "deformado". Um exame posterior detectou micro-hemorragia na vista. Em outro episódio, a funcionária pública estava se preparando para correr quando o prédio, de cor branca, que ficava perto de onde ela morava, simplesmente "desapareceu", saiu de sua visão por excesso de luminosidade. Um dos médicos que a atendeu queria aposentá-la aos 25 anos, mas ela não aceitou a proposta. Decidiu prestar concurso público e enfrentar as dificuldades. Começou trabalhando na Procuradoria Fiscal do Município (Profisc), depois foi para a Secretaria Municipal de Esportes (Semes). Atualmente, ela trabalha na Escola Radical de Surfe Adaptado, no Posto 3, Gonzaga. Jenifer já praticava esporte adaptado, mas foi o contato com o professor Cisco Araña que a levou para o mar. A baixa visão era um desafio a mais para se equilibrar na prancha. Mas com muita vontade e dedicação, superou essa etapa. "Ela é muito dedicada e, para nós, é fundamental ter ela aqui, não só trabalhando, atendendo o público, mas também surfando", atesta o surfista Cisco Araña, responsável pela primeira escola pública de surfe adaptado no mundo. "Ela mostra uma força de vontade muito grande. E, mais do que surfar, é importante ela estar aqui e socializar com as outras pessoas", observa. LivroFazer com que outras pessoas com diabetes não sofram o que ela sofreu foi um dos motivos que levaram Jenifer a escrever o livro ‘Vida que segue - um propósito para inspirar e motivar’, lançado de forma independente este ano, no qual ela conta também como foi ficar dois anos sem sair de casa, devido a pandemia de covid-19. Interessados em comprar o livro podem entrar em contato com a autora pelo perfil @jeny_pavani (no Instagram) ou na página do Facebook Vida que Segue. Como detectarÉ importante realizar os exames de rotina para quem nunca teve o diagnóstico de diabetes. O exame contém glicemia de jejum e hemoglobina glicada. Para a detecção de diabetes, o teste de glicemia é aplicado em Santos nas policlínicas, com médico clínico, médico de família ou enfermeiros.