[[legacy_image_222709]] Para celebrar o Dia Mundial da Prematuridade, comemorado nesta quinta (17), a Maternidade Silvério Fontes promoveu nesta quarta-feira (16), em Santos, um encontro entre mamães e papais de bebês prematuros e profissionais de saúde que lidam com essas crianças. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ação faz parte da campanha Novembro Roxo, que visa conscientizar sobre a prematuridade. O encontro foi realizado no salão de festas da Paróquia Sagrada Família, onde os participantes conversaram, trocaram experiências e fizeram um piquenique. As crianças assistiram o canil da Guarda Civil Municipal realizar um show dog, pulando e passando por obstáculos, e farejando itens cedidos pela plateia para demonstrar um pouco do trabalho policial que realiza. Os guardas responsáveis pelo treinamento dos cachorros ainda responderam perguntas do público e contaram curiosidades sobre o dia a dia com os animais. As crianças, por sua vez, aproveitaram para fazer carinho e tirar fotos ao lado dos cães. Os participantes também assistiram uma aula da fisioterapeuta Ana Paula Lopes Marletta, que atua na UTI Neonatal da Maternidade. A profissional ensinou para os papais diversas técnicas que contribuem para o ganho de peso, que diminuem o tempo de internação. A dona de casa Ana Carolina de Souza Rosário, de 22 anos, já conhecia uma das técnicas ensinadas, a da shantala. Há três anos, quando sua filha mais velha nasceu de 28 semanas, a equipe da maternidade a ensinou a aplicar a massagem, bem como esteve com ela em todos os momentos. “Vim retribuir todo o carinho que recebi enquanto estava na UTI, que não foi pouco. Tem coisas que marcam a gente. Eles sentiram a dor que eu estava sentindo, me deram força, carinho e amor. Não é só um hospital, virou uma família”, conta. A cuidadora de idosos Hilza Carla dos Santos Severo, de 28 anos, também é grata pela ajuda dos profissionais que cuidaram da sua bebê que nasceu com 32 semanas. “Agradeço pela vida dela, eu não esperava que ela fosse chegar onde ela chegou e a evolução que ela teve”, desabafa. “Essa condição é a causa do maior número de óbitos no primeiro ano de vida, então a gente precisa dar uma atenção especial a isso. Além de conversar sobre, nós precisamos de melhores políticas públicas, como o pré-natal diferenciado que oferecemos às mães que têm gravidez de risco e o treinamento que damos à elas para que o bebê tenha uma alta segura e que as mães estejam tranquilas em levá-los para casa”, afirmou a coordenadora de neonatologia da maternidade, Inês Regina Davoglio. Próximas atividadesNo próximo dia 25, a partir das 14h, a Seção de Vigilância à Mortalidade Materno Infantil levará às equipes de enfermagem das policlínicas uma capacitação na Escola da Saúde com a abordagem dos temas “Vírus Sincicial Respiratório e o impacto da infecção” e “Assistência ao Prematuro - Importância do seguimento adequado”. As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail sevig-mmi@santos.sp.gov.br. No dia 30 de novembro, a partir das 11h, o Centro Especializado em Reabilitação (CER) promove um ciclo de palestras voltado a profissionais de saúde e ao público em geral. A programação inicia com o tema “O que é prematuridade: riscos para o desenvolvimento”; prossegue com os temas “Importância da intervenção precoce no desenvolvimento motor. O que fazer para estimular?”, “Intervenção precoce e amamentação”, “A importância do aleitamento materno e dos cuidados nutricionais com a mãe” e “Saúde mental materna e o desenvolvimento na primeira infância”. PrematuridadeSão considerados bebês prematuros os que nascem antes da 37ª semana de gestação, que possuem órgãos imaturos, baixo peso, cérebro ainda em desenvolvimento e necessitam de assistência multiprofissional adequada às suas necessidades nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (UTIs Neonatais). São fatores de risco para a prematuridade: infecções; insuficiência istmocervical (abertura do colo do útero); colo do útero curto; partos prematuros anteriores; rompimento prematuro da bolsa; tabagismo; miomas; gravidez de múltiplos; descolamento prematuro da placenta; diabetes gestacional; pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial na gravidez); alterações clínicas na gestante ou no feto que necessitem de interrupção antes do tempo esperado. Por meio do Programa Mãe Santista, o município de Santos oferece o pré-natal nas policlínicas e, para as gestações de risco, no Instituto da Mulher e Gestante. Quem comparece a seis ou mais consultas de pré-natal, recebe uma bolsa-maternidade. Todos os bebês são acompanhados até o 2º ano de vida, em especial os prematuros, que também são acolhidos no Programa de Estimulação Precoce ao Recém-Nascido de Risco, por meio do qual são assistidos por uma equipe multiprofissional especializada.