[[legacy_image_223467]] “Amo proporcionar qualidade de vida em saúde para as pessoas”, diz a biomédica Fernanda Fernandes Ramos. É assim que ela define a profissão, que tem seu dia comemorado neste domingo (20). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Enxergo como uma profissão de futuro. As habilitações aumentaram e isso permite trabalhar em diversas equipes multidisciplinares de diversas áreas, não somente da saúde, como nas áreas ambiental, de saúde diagnóstica, de perfusão extracorpórea”, diz ela. A perfusão extracorpórea é uma substituição temporária dos órgãos vitais do paciente durante uma cirurgia de grande porte. Então, segundo Fernanda, um biomédico fica “tomando conta do sangue” para que os médicos possam trabalhar. Para o biomédico Carlos Eduardo Pires de Campos, formado em 1989, a biomedicina evolui em quantidade de habilitações. Atualmente, são 31, contam eles. “A profissão começou em 1966. Quando me formei, era conhecida somente na área das análises clínicas. Hoje, porém, as habilitações evoluíram no sentido de termos pesquisas no campo da oncologia e até mesmo das vacinas”, comenta Campos. Fernanda destaca que biomédicos estavam na equipe multidisciplinar que mapeou o coronavírus, em 2020. Jaqueline Goes de Jesus coordenou, com Claudio Tavares Sacchi, a equipe de cientistas que publicou a sequência genética do vírus dois dias após o primeiro caso de covid-19 ter sido confirmado no País. “Vejo, hoje, o biomédico como protagonista, à frente de grandes serviços e de grandes pesquisas, e isso dá uma notoriedade muito grande à profissão”, diz ela. RAPIDEZ E NOVIDADES Para Campos, que participou da Feira Médica 2022 - Düsseldorf, na Alemanha, quando atendeu à Reportagem por telefone, o biomédico atua hoje com testes mais rápidos, mais especificidade e sensibilidade. É possível utilizar testes marcadores de câncer de intestino, por exemplo. “Essa parte de marcadores tumoriais cresceu bastante, tanto no intestino quanto nas mamas. É possível saber, por meio de exame específico no sangue, como é a produção de anticorpos para um câncer”, explica. Outra área bastante nova é a da estética, diz Fernanda. “E também, recentemente, (surgiu) a possibilidade de o biomédico fazer solicitações de exames para atuar nessa área, dando mais segurança ao paciente”. Além disso, a parte de gestão, em que ela atua, também não é muito comum. “Minha profissão me permitiu trabalhar em diversos estados, conhecendo várias culturas para o mesmo estilo de serviço. Sou muito realizada trabalhando há quase 18 anos na área. Faço parte desse time de administradores em biomedicina, tenho MBA em gestão empresarial e amo proporcionar qualidade em saúde para as pessoas”. Para Carlos Eduardo Pires de Campos, a evolução é constante, e o mercado, amplo. “Há vagas constantemente, é só ir atrás de especialização. A minha é nas análises clínicas, mas bem difundida. Existe, também, a área de investigação médica. Afora a de vacinas, que, com o coronavírus, cresceu muito”.