[[legacy_image_26748]] O momento é de evitar aglomerações, em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mas dezenas de pessoas ignoraram as determinações difundidas pelos órgãos de Saúde e governos de diferentes esferas na manhã deste sábado (21), no bairro Aparecida, em Santos. O motivo: comprar álcool 70 e 92. Estacionado em frente a uma loja de cosméticos na Rua Ricardo Pinto, o caminhão chegou na sexta-feira (20) ao estabelecimento comercial carregado com quase 9 mil frascos de um litro de álcool 70 e 92, na forma líquida. Como o álcool em gel está em falta no mercado, as pessoas, algumas usando máscaras, não se importavam em ficar na fila por um bom tempo para comprar até 3 litros do produto, quantidade por pessoa limitada pela loja. “Isso nem é para mim, é para uma vizinha. Comprei três litros de álcool 92. É só misturar 300 ml de água que vira álcool 70”, disse a corretora de seguros Simone Amaral, de 55 anos, dizendo que viu a “receita” da transformação do produto na internet. Simone disse que na sexta-feira encontrou álcool em gel em uma farmácia na Avenida Pedro Lessa, mas não comprou porque uma embalagem de 500 ml estava sendo vendida a “quase 30 reais”. O litro do álcool 92 líquido na loja de cosméticos custava R\$ 10,90. Questionada se não tinha medo de se expor em um local com grande concentração de pessoas, Simone Amaral apenas sorriu e disse “já estou indo embora”. De dentro do caminhão, o proprietário da loja, Juliano Mantovani, de 38 anos, ajudava os funcionários a descarregarem as caixas, que logo ficavam vazias diante do grande número de compradores. Das centenas de caixas com 12 litros em cada, 14 foram separadas para atender a um pedido do 6º Batalhão da Polícia Militar, na Avenida Coronel Joaquim Montenegro. “Ontem [sexta-feira] vendi mais da metade. Na verdade, sobrou um quarto do pedido, dois palets. Hoje vendemos três [litros] por pessoa, ontem eram seis [litros]. Como ontem [o caminhão] esvaziou rápido, para todo mundo ter o direito ao álcool, a gente colocou o limite de três [litros] hoje”, disse Mantovani. Segundo o proprietário, o produto é vendido regularmente na loja, mas a demanda tem aumentado tanto com a pandemia do novo coronavírus que ele fez o pedido extra e esperou 15 dias pela entrega em Santos. [[legacy_image_26749]]