[[legacy_image_112294]] Muitos agradecimentos e devoção. Assim está sendo comemorado o dia de Nossa Senhora Aparecida, nesta terça-feira (12), na paróquia dedicada à padroeira do Brasil, no Aparecida, em Santos. Desde cedo o movimento é intenso ao longo das missas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Todas as medidas de segurança sanitária foram adotas para que os fiéis possam assistir às celebrações na igreja, que conta com 300 lugares. Mais 200 cadeiras foram colocadas na área externa, com telão e som para acompanhar o ritual no salão do lado de fora. Há ainda transmissão via redes sociais. A cozinheira Maria de Fátima Teixeira de Freire, 64 anos, preferiu acompanhar tudo debaixo de uma árvore, do outro lado da via. De lá, também era possível ouvir a missa perfeitamente. O tempo firme ajudou na escolha. Ela conta que teve covid-19 em fevereiro. Ficou internado durante uma semana. Não teve de ir para a UTI. Mas levou um susto. “Não quero ficar no meio de pessoas. Foi muito horrível. Tive muita falta de ar. Além disso, tenho um rim só, foi muita preocupação”. Emocionada, aproveitou a data para agradecer. “Os médicos, os enfermeiros, eles estão no meio disso tudo e são tão pacientes com todo mundo. Cuidam tão bem da gente. Temos de agradecer a Deus por eles e pedir muitas bênçãos”. O metalúrgico Humberto Andrade, 51 anos, também preferiu fazer sua prece do lado de fora. Ele saiu do Castelo, na Zona Noroeste, pela manhã, para pedalar em louvor a Nossa Senhora Aparecida. Ao chegar em frente à paroquia, fez selfie e também agradeceu por ele e a família terem passado por esses tempos difíceis. “Mas também vim pedir pelas pessoas que estão desempregadas, muitas passando fome. A gente viu famílias fazendo sopa de osso. É muito triste. Nunca vi isso na vida. Vim pedir para Nossa Senhora interceder por elas”. [[legacy_image_112295]] RecuperaçãoAs homenagens à Nossa Senhora também representam a chance de melhor o orçamento de Paulo Cezar Pinto, 53 anos. Há cinco, ele vende pipoca, churros e outras guloseimas em frente à paroquia. Com a pandemia, ele conta que passou momentos complicados como muitos brasileiros. Recorreu às economias e ao auxílio emergencial do governo Federal e ao benefício oferecido pelo Município para sobreviver. Agora torce por fases melhores. “Esse ano já está um pouco melhor em relação a 2020. Mas o movimento pela manhã ainda está fraco perto do que esperava. Mas acho que melhora no final da tarde, se não chover”. ProgramaçãoAinda haverá missa às 15 e 18 horas, além de uma carreata prevista pra começar às 16 horas, saindo em frente à paroquia (Av. Afonso Pena, 614)