Desocupado desde novembro, Hospital Vitória demite 145 profissionais

Decisão é reflexo da desocupação do prédio devido a problemas estruturais, em novembro; reparos vão até o próximo semestre

Por: Matheus Müller & Da Redação &  -  10/01/19  -  10:11
Problema de estrutura fez com que Hospital fosse evacuado às pressas
Problema de estrutura fez com que Hospital fosse evacuado às pressas   Foto: Paulo Santos/AT

O Hospital Vitória, do Grupo Amil, demitiu 145 profissionais na manhã de ontem. A decisão é reflexo dos problemas estruturais no prédio da unidade, referência no tratamento de câncer. Em 26 de novembro, o imóvel teve de ser evacuado por causa da ruptura em uma viga. A estimativa é que os reparos terminem no próximo semestre.


Em nota, a empresa informou que pagará as verbas rescisórias e garantirá aos ex-funcionários: assistência médica para titular e dependentes e vale-alimentação, ambos por três meses, mais bonificação por tempo trabalhado e consultoria para facilitar a recolocação no mercado.


Outros 70 profissionais ligados à Amil foram redirecionados para a casa ao lado, onde funciona o ambulatório do hospital. Dezoito participam de processo seletivo e podem ser remanejados para outras unidades do grupo e dez exercem serviços de radioterapia.


Às claras


Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Santos (Sintrasaúde), Ademir Irussa, a administração do hospital os procurou quando foi preciso evacuar o prédio – na época, com 18 pacientes, todos transferidos ao Hospital Ana Costa, também do grupo.


“Fechamos um acordo no Ministério do Trabalho e Emprego (hoje extinto). No mês passado, deram férias coletivas aos profissionais (exceto aos 70 que continuam no ambulatório e outros)”, disse, para declarar que o prazo do acerto acabou ontem. “Enquanto isso, o sindicato está para ajudá-los a se recolocar no mercado.”


Estrutural


Em 26 de novembro, durante inspeção interna, foram encontradas fissuras em partes do prédio, que foi desocupado. No dia 28, a Defesa Civil de Santos vistoriou o local e descartou o risco de desabamento, mas determinou a interdição da unidade até a conclusão da reforma, que tem prazo mínimo de seis meses.


Conforme o diretor de Relações Internacionais do Hospital, Renato Casarotti, nunca houve reforma que pudesse causar dano estrutural ao edifício.


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