Atualmente, o VLT é composto por uma única linha em operação com 15 estações e 11,5 km de extensão (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) As características físicas de Santos são, sem dúvida, um fator facilitador para o desenvolvimento da mobilidade na Cidade. A geografia e a organização contribuem para que o transporte e o deslocamento sejam mais acessíveis e eficientes. Porém, apesar dessas vantagens, desafios como o crescimento populacional e a necessidade de modernização de sistemas de locomoção ainda precisam ser enfrentados para que a movimentação urbana continue eficiente. Isso sem contar o privilégio dos santistas de cumprirem com seus compromissos a pé. A Prefeitura mostra que cada vez mais isso tem sido possível. Não há dúvidas de que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é um eixo estruturante com muitas vantagens para o município, incluindo a retirada de carros das ruas. Mas, há um entendimento do poder público sobre a importância de ampliar o sistema. Atualmente, o VLT é composto por uma única linha em operação com 15 estações e 11,5 km de extensão. “Acho que Santos é uma das poucas cidades do Brasil que tem um transporte tão moderno como esse e que está em processo de ter a sua fase 2 em operação ao longo deste ano. Ela vai conectar a nossa região central. Com isso você dá mais opções de transporte com qualidade para mais pessoas. A partir dessa etapa, a intenção do município e da CET é reestruturar algumas linhas de ônibus para que consigam operar de forma mais inteligente ou harmônica com o traçado do VLT”, destacou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Santos, Glaucus Farinello. Com oito quilômetros de extensão e 12 pontos de embarque, o segundo trecho do VLT vai ligar o ramal Barreiros - Porto ao Valongo, a partir da Conselheiro Nébias. A reorganização do sistema para garantir a eficiência necessária ao novo modal é feita pela Prefeitura, CET e Estado, já que muitas linhas de ônibus são intermunicipais e precisam ser readequadas. “Linhas que, muitas vezes, vêm de municípios vizinhos e cruzam a cidade em direção ao centro, talvez não façam mais esse percurso ou precisem de readequações para serem alimentadoras do VLT”, explicou Farinello.