[[legacy_image_204841]] Assim como ocorreu em 2020, o desfile das bandas carnavalescas de Santos no próximo ano deverá ser realizado em ambiente controlado, ou seja, em uma área cercada por gradis, onde haverá controle de acesso, com revista e quantidade limitada de foliões, segundo o presidente da Associação das Bandas Carnavalescas de Santos (Abcs), Elmo Andrade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essas medidas de segurança passaram a ser adotadas naquele mesmo ano após a apresentação da Carnatolê, em 28 de janeiro, na Rua Tolentino Filgueiras, no Gonzaga. Houve um arrastão naquela região e, ao menos, sete pessoas foram presas. “Estamos fazendo o trabalho de recadastramento das bandas e também de orientação para organizar as atividades do próximo ano. Já estamos mantendo um diálogo sadio com a Secretaria Municipal de Cultura em busca de melhorias e para a realização de outros projetos, como ampliar as atividades no Centro”, explicou. A Administração Municipal confirmou que vem conversando com a Abcs e com outros grupos carnavalescos da Cidade para encontrar formas para viabilizar a realização dos desfiles, “sempre tendo como foco principal a segurança e o bem-estar das famílias e todos os participantes das atividades”. Conforme Andrade, algumas bandas ainda encontram resistência em fazer o evento em um ambiente controlado. Por outro lado, há lideranças que entendem que um novo registro de confusão em um espaço aberto possa inviabilizar a realização dos desfiles em toda a Cidade. “As pessoas que gostam do Carnaval estão sentindo muito a falta dessas atividades na Cidade. A ansiedade para o retorno é muito grande. Acredito que será um retorno emocionante e marcante”, destacou. DemandasO presidente da Abcs explicou que um dos pedidos feitos à Secult é que o tempo de duração dos desfiles das bandas seja ampliado de duas horas para três ou quatro horas. Outra medida defendida pela instituição é que a ampliação do número de banheiros químicos. “Há bandas que chegavam a puxar de 2 mil a 10 mil foliões. A Secult está demonstrando estar aberta a ouvir as nossas demandas para a melhoria dessa estrutura e apoio para as ações de segurança”, disse ele, que preside a Banda da Ricardo Pinto.